Notícias

Banca de DEFESA: ROSEANE CÁSSIA GALENO OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSEANE CÁSSIA GALENO OLIVEIRA
DATA: 24/02/2023
HORA: 10:00
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

DIVERSIDADE MOLECULAR DE Astyanax bimaculatus (LINNAEUS 1758), EM BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO DO MARANHÃO, NORDESTE DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

DNA barcode, Delimitação de espécies, Peixes neotropicais.

 


PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Genética
RESUMO:

Astyanax bimaculatus são pequenos caracídeos, conhecidos popularmente como piabas, tetras ou lambaris, formam um complexo de espécies que engloba 18 táxons, caracterizados por uma mancha escura acima da linha lateral e outra preta alongada no pedúnculo caudal. A técnica DNA barcode permite a identificação de táxons, auxiliando metodologias tradicionais, possibilitando uma maior compreensão da ictiofauna. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo identificar molecularmente via DNA barcode A. bimaculatus encontrados em bacias hidrográficas maranhenses, determinando os índices de diversidade molecular utilizando o gene mitocondrial COI. Os espécimes utilizados foram coletados, fotografados, identificados e retirados fragmentos de tecido muscular, para ser utilizado na extração de DNA, em seguida foi realizada a amplificação do gene COI via PCR e sequenciamento. As sequências obtidas foram analisadas nos softwares: BioEdit, Mega X, DnaSP, NETWORK, BAPS, Arlequim, jModelTest2, BEAST, FigTree, RaxML e Inkscape. Para a delimitação das Unidades Taxonômicas Operacionais (OTU’s), foram utilizados os modelos ABGD, ASAP, GMYC e bPTP. As sequências foram plotadas na plataforma BOLDSystems para confirmar a identificação morfológica. Adicionou-se ao banco de dados 50 sequências de A. bimaculatus disponíveis no Genbank dos Rios Parnaíba, Amazonas, Paraguai, São Francisco, Tocantins e Paraíba do Sul para comparar com as 50 sequências das bacias hidrográficas localizadas no Estado do Maranhão (Pericumã, Itapecuru, Mearim e Parnaíba). Foram analisadas 100 sequências com um fragmento de 636 pares de bases (pb), com 515 sítios conservados e 121 sítios variáveis e 32 haplótipos, com diversidade haplotípica de h= 0,9289 e nucleotídica de π =0,0523. A rede haplotípica gerou seis haplogrupos com divergência genética intrapopulacional variando de 0 a 2% separando as populações dos Rios Pericumã, Itapecuru e Mearim das demais bacias analisadas, corroborando com a árvore de Inferência Bayesiana (IB) que as agrupou em um único clado e com os grupos gerados no BAPS que tiveram a mesma constituição genética. Em todos os modelos de delimitação empregados houve a formação de uma única OTU que agrupou as três populações maranhenses. A AMOVA – Análise Molecular de Variância indicou que a maior variação ocorreu entre os grupos, com altos valores de Fst = 0,911 para a análise que considerou todas as populações, Fst = 0,945 quando se considerou somente as populações coletadas em bacias do Estado do Maranhão e Fst = 0,908 para o teste que considerou os haplogrupos formados. Nossos resultados confirmam a ocorrência de uma OTU exclusiva que agrupa as populações Pericumã, Itapecuru e Mearim, não havendo compartilhamento de haplótipos com outras bacias hidrográficas brasileiras, contribuindo para o melhor entendimento da diversidade do complexo A. bimaculatus, uma vez que se evidenciou uma nova linhagem para bacias maranhenses.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 6443 - ELMARY DA COSTA FRAGA
Externo à Instituição - LUIS FERNANDO DA SILVA RODRIGUES-FILHO - UFRA
Interno - 6445 - MARIA CLAUDENE BARROS
Notícia cadastrada em: 23/02/2023 08:48
SIGUEMA Acadêmico | Coordenação de Sistemas de Informação - 2016-8200, ramal 9950/2016-8201/2016-8202 | Copyright © 2006-2024 - UEMA - AppServer1.s1i1