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GESTÃO DOS CONTEÚDOS CLÁSSICOS DE ALFABETIZAÇÃO: uma análise à luz da Pedagogia Histórico-Crítica
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A apropriação de conhecimentos científicos e significativos promove saltos
qualitativos no desenvolvimento humano (Martins, 2013). Quando falamos sobre
conhecimento científico estamos nos referindo ao que a humanidade produziu historicamente,
através do trabalho e produzindo cultura, portanto, é imprescendível à apropriação de tais
produções humanas para que no intercâmbio das relações sociais possamos nos tornar cada
vez mais humanos, a medida que nos desenvolvemos mediante aprendizagens significativas.
De acordo com os pressupostos didáticos da pedagogia histórico-crítica, um ensino
desenvolvente se caracteriza como um trabalho pedagógico intencional apartir de um
planejamento de ensino com base na tríade conteúdo-forma-destinatário, que promoverá a
transformação do educando mediante aprendizagem significativa dos conteúdos clássicos, que
possibilitarão o salto qualitativo de funções psicológicas elementares para funções
psicológicas superiores (Galvão; Lavoura; Martins, 2019).
Quando nos referimos aos conteúdos clássicos, o sentido de clássico aqui empregado é
o que o compreende como [...] aquilo que se firmou como fundamental, como essencial.
Pode-se, pois, constituir-se num critério útil para a seleção dos conteúdos do trabalho
pedagógico. (Saviani, 2008, p. 13-14). Sendo assim, a pedagogia histórico-crítica defende o
ensino de conteúdos clássicos, diferenciando-o da compreensão vulgar, que o toma como
velho, antigo, e sim como essencial, que não pode faltar.
Entretanto, quando falamos no processo de alfabetização, é imprescendível estarmos
cientes do que esta posto na Base Nacional Comum Curricular, como a alfabetização
resumida a competências e habilidades ortográficas enquanto conteúdo clássico é a língua
portuguesa, o que nos mostra com nitidez que precisamos trabalhar para além do alfabeto se
queremos de fato, que nossos alunos sejam alfabetizados, ou seja, se apropriem e dominem a
linguagem escrita e possam construir o verdadeiro pensamento crítico que tanto se discute no
meio educacional.