A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA PARA O ESTUDO DA EQUAÇÃO DE PRIMEIRO GRAU
Resolução de Problemas. Equação do Primeiro Grau. Ensino de Álgebra. Educação Matemática. Ensino Fundamental
O estudo investiga a eficácia da Resolução de Problemas como estratégia metodológica para o ensino de equações do primeiro grau nos anos finais do Ensino Fundamental, em comparação com os métodos tradicionais de ensino. A questão norteadora que orientou o estudo foi: qual o impacto da utilização da Resolução de Problemas como estratégia metodológica, em comparação com métodos de ensino tradicionais, na aprendizagem de equações do primeiro grau por alunos dos anos finais do Ensino Fundamental? O objetivo geral consistiu em comparar a eficácia da estratégia de Resolução de Problemas com a de métodos tradicionais, avaliando seus impactos na aprendizagem, no desenvolvimento do raciocínio algébrico e identificando as potencialidades e os desafios de sua implementação. A fundamentação teórica apoiou-se nos trabalhos de Pólya (1945), Dante (1989), Onuchic (1999) e Allevato (2005, 2021), que consolidaram a perspectiva do ensino-aprendizagem de matemática através da resolução de problemas, estruturada em dez etapas metodológicas. A pesquisa, de natureza aplicada e abordagem exploratória, caracterizou-se como pesquisa-ação e foi realizada em uma escola municipal de São Luís do Maranhão, com a participação de 40 estudantes do oitavo ano, distribuídos em dois grupos: Grupo A (submetido à metodologia de Resolução de Problemas) e Grupo B (submetido ao ensino tradicional). Os instrumentos de coleta de dados incluíram uma sequência didática com cinco questões da OBMEP, questionários diagnósticos e entrevista semiestruturada com o docente regente. Os resultados demonstraram que o Grupo A obteve desempenho significativamente superior ao Grupo B em todas as questões, com índices de acerto entre 80% e 100%, enquanto o Grupo B apresentou acertos entre 40% e 60%. A análise qualitativa revelou que os estudantes do Grupo A desenvolveram maior autonomia, capacidade de interpretação e modelagem algébrica, enquanto o Grupo B apresentou dificuldades características do ensino tradicional, como aplicação mecânica de algoritmos e interpretação superficial dos enunciados. A entrevista com o docente corroborou esses achados, destacando o engajamento e a participação ativa dos alunos submetidos à metodologia investigada. Conclui-se que a Resolução de Problemas, quando adotada como princípio didático estruturante, promove uma aprendizagem mais profunda, significativa e motivadora da álgebra, contribuindo para a transição do pensamento aritmético para o algébrico e para o desenvolvimento de competências previstas na BNCC.