RESPOSTAS ANATÔMICAS E ECOFISIOLÓGICAS NO ESTABELECIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES DE IPÊ (Handroanthus spp.) SOB CONDIÇÕES DE CO₂ ELEVADO E DIFERENTES TEMPERATURAS
Fotossíntese; conservação; mudanças ambientais; adaptação climática; restauração florestal; estresse térmico; fisiologia.
As mudanças climáticas globais, caracterizadas pelo aumento da concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO₂) e pela elevação das temperaturas médias, representam importantes desafios para o estabelecimento e desenvolvimento de espécies florestais tropicais. Nesse contexto, espécies arbóreas nativas utilizadas em programas de restauração ecológica necessitam ser avaliadas quanto à sua capacidade de tolerância e adaptação às condições climáticas futuras. O presente estudo tem como objetivo avaliar as respostas anatômicas e ecofisiológicas de Handroanthus albus (ipêamarelo) e Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo) durante o estabelecimento inicial, sob condições de CO₂ elevado e diferentes regimes de temperatura. O experimento será conduzido em câmaras climáticas de crescimento de plantas, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 2, composto por duas concentrações de CO₂ atmosférico (450 e 800 µmol mol⁻¹) e duas temperaturas (25 e 35 °C). Serão avaliadas variáveis morfológicas, fisiológicas e anatômicas relacionadas ao crescimento, trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, pigmentos fotossintéticos, características estomáticas e acúmulo de biomassa. Espera-se que o CO₂ elevado atue parcialmente na mitigação dos efeitos do estresse térmico, favorecendo a assimilação de carbono, a eficiência do uso da água e o crescimento das plântulas. Os resultados poderão contribuir para a compreensão dos mecanismos adaptativos dessas espécies frente às mudanças climáticas, além de fornecer subsídios para programas de produção de mudas, conservação de espécies nativas e restauração ecológica em biomas brasileiros.