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ALFABETIZAÇÃO TECNOLÓGICA INCLUSIVA: FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DA IMPRESSÃO 3D NA PRODUÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS ACESSÍVEIS A ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Alfabetização tecnológica inclusiva; Ensino; Impressão 3D; Deficiência visual; Recursos didáticos acessíveis.
Esta pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza interpretativa, configurando-se como estudo de caso único e instrumental (STAKE, 1995), realizado no Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, IEMA Pleno São José de Ribamar, no qual uma oficina formativa funciona como dispositivo de intervenção interno ao caso, destinado à produção de dados sobre as concepções e percepções dos professores participantes antes e após a experiência formativa. O estudo tem como objetivo analisar como professores de Física, Química, Biologia, Matemática e do Atendimento Educacional Especializado (AEE) compreendem e desenvolvem práticas de alfabetização tecnológica inclusiva no Ensino Médio, com foco no uso pedagógico da impressão 3D na produção de recursos didáticos acessíveis para estudantes com deficiência visual. O conceito operacional de Alfabetização Tecnológica Inclusiva (ATI), elaborado nesta tese, articula três dimensões constitutivas indissociáveis: domínio técnico-pedagógico da tecnologia, intencionalidade pedagógica inclusiva e orientação ética pela equidade, ancorada no modelo social da deficiência. Os participantes da pesquisa são professores vinculados à instituição, em efetivo exercício nas disciplinas e no AEE contemplados, selecionados por critérios intencionais definidos no projeto. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do CESC/UEMA (CAAE 97294826.6.0000.5554, Parecer nº 8.473.863) e a produção de dados compreende quatro instrumentos: questionário diagnóstico inicial, já aplicado; oficina formativa sobre o uso pedagógico inclusivo da impressão 3D; questionário avaliativo pós-oficina; e questionário específico para os professores do AEE, estes três últimos ainda pendentes de anuência institucional formal e de assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos participantes. Os dados são analisados por meio da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011), com categorias definidas a priori a partir das dimensões constitutivas da Alfabetização Tecnológica Inclusiva, permanecendo aberta à emergência de categorias não antecipadas pelo referencial; os resultados do questionário diagnóstico inicial, já disponíveis, indicam um descompasso entre a disponibilidade da tecnologia e o preparo pedagógico dos professores para utilizá-la de forma inclusiva. Todos os procedimentos observam os princípios éticos aplicáveis à pesquisa com seres humanos, sendo assegurados o sigilo das informações, o anonimato dos participantes, a voluntariedade e o direito de desistência em qualquer etapa do estudo.