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Banca de DEFESA: BEATRIZ RODRIGUES CUNHA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BEATRIZ RODRIGUES CUNHA DE OLIVEIRA
DATA: 29/04/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Google Meet (on-line)
TÍTULO:

A CONSTRUÇÃO IMAGÉTICA DA MORTE COMO PERSONAGEM INSÓLITA EM A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (2005), DE MARKUS ZUSAK 


PALAVRAS-CHAVES:

 Morte; Insólito; Imagem; Arquétipo; Markus Zusak. 


PÁGINAS: 94
GRANDE ÁREA: Linguística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literaturas Estrangeiras Modernas
RESUMO:

A presente dissertação parte da crescente relevância dos estudos do imaginário e do insólito ficcional na teoria e crítica literária contemporânea. O objetivo é investigar de que modo a construção imagética da personagem Morte, enquanto sujeito narrativo, articula o insólito ficcional no romance A Menina que Roubava Livros (2005), de Markus Zusak, e atualiza simbolicamente imagens arquetípicas primordiais. Para isso, a pesquisa fundamenta-se nos estudos de, dentre outros teóricos, Candido (2021), Rosenfeld (2021), Reis (2018) e Bordini (2006) acerca da personagem de ficção, bem como nas contribuições de Todorov (2010) e Bessiére (2012) para o estudo do fantástico e do insólito ficcional, adentrando nas considerações de França (2015, 2016), Camus (2019) e Pietri (1990) para discutir suas variantes. Além disso, a análise imagética e simbólica da personagem é pautada em Jung (2002, 2016), Bachelard (2008) e Durand (2012). Qualifica-se como uma pesquisa bibliográfica, qualitativa, descritiva, analítica, exploratória e de natureza aplicada. O estudo evidencia a interseção entre literatura, imaginário e inconsciente coletivo, além de ressaltar a pluralidade das manifestações do insólito ficcional. A análise demonstrou a presença dessa personagem como operador imagético de múltiplas modalidades do insólito ficcional, contemplando uma pluralidade do gótico ao estranho, do absurdo ao maravilhoso, dentro de uma mesma narrativa. Ainda, verificou-se que a obra de Zusak ressignifica imagens arquetípicas, construindo um retrato da Morte que oscila entre regime diurno e noturno de imagem (nos termos durandianos) e incorpora arquetípicos como o da Grande-mãe, da Velha Sábia e da Heroína, conferindo à trama uma perspectiva singular e sensível que desafia as representações tradicionais dessa figura. Assim, a obra emerge como uma narrativa que subverte as convenções e amplia as fronteiras da experiência literária ao instaurar uma poética de polivalência que reside na personagem Morte. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 673.830.683-00 - JOSENILDO CAMPOS BRUSSIO - UFMA
Interno - 880612 - JOSE AILSON LEMOS DE SOUZA
Externo à Instituição - ELIZETE ALBINA FERREIRA - PUC- GO
Notícia cadastrada em: 26/03/2026 15:26
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