Notícias

Banca de DEFESA: CARLA VITORIA PONTES MENDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLA VITORIA PONTES MENDES
DATA: 25/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: UEMA
TÍTULO:

A OUSADIA DO CORPO QUE CLAMA PARA CONTAR-SE:
metaficção e escrita de si em Quarto de despejo e Casa de Alvenaria, de Carolina Maria de
Jesus


PALAVRAS-CHAVES:

Carolina Maria de Jesus. Metaficção. Escrita de si. Corpo. Autorreflexividade.


PÁGINAS: 107
GRANDE ÁREA: Linguística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Teoria Literária
RESUMO:

A reificação do humano, a constituição do sujeito e a subjetividade configuram debates centrais nas discussões contemporâneas sobre literatura e linguagem. À vista disso, esta dissertação analisa os procedimentos metaficcionais presentes em Quarto de despejo (1960) e Casa de alvenaria (1961), de Carolina Maria de Jesus, compreendendo a metaficção como operação narrativa por meio da qual a autora articula experiência, enunciação e construção de si. Parte-se da premissa de que a escrita caroliniana, situada entre o empírico e o imaginário, apresenta uma consciência do fazer literário que transforma a experiência vivida em elaboração estética e discursiva, em que o corpo, ancorado pelo eu, se performatiza. Desse modo, evidencia-se a inserção da autora no universo do narrado, conferindo-lhe um protagonismo ficcional que intensifica o evento autobiográfico, e a presença de uma escrita de si que reverbera para o próprio fazer literário, o que demarca um procedimento autorreflexivo em que a ficção questiona a si mesma. A pesquisa orienta-se, assim, pela seguinte questão: de que modo a metaficção se manifesta como estratégia narrativa nas obras de Carolina Maria de Jesus? Trata-se de um estudo qualitativo, bibliográfico e analítico-interpretativo, fundamentado em autores como Linda Hutcheon (1984), Gustavo Bernardo (2010), Michel Foucault (1992) e Elzira Perpétua (2003), entre outros, cujas reflexões permitem compreender o campo literário como espaço de subjetivação e autorreflexividade. As análises revelam que Carolina Maria de Jesus constrói uma escrita metaficcional e insurgente, na qual seu timbre pessoal transforma a narrativa em gesto poético, político e epistemológico de existência, reafirmando a importância da literatura para o nosso tempo e a sua potência como vertente emancipatória da arte.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 799117 - ANA PATRICIA SA MARTINS COSTA
Presidente(a) - 7092 - ANDRÉA TERESA MARTINS LOBATO
Externo à Instituição - RAFFAELLA ANDRÉA FERNANDEZ - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 24/06/2026 10:24
SIGUEMA Acadêmico | Coordenação de Sistemas de Informação - 2016-8200, ramal 9950/2016-8201/2016-8202 | Copyright © 2006-2026 - UEMA - AppServer1.s1i1