FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NEURODIVESIDADE: Práticas educacionais ativas para
estudantes autistas
educação inclusiva; alfabetização; Transtorno do Espectro Autista.
A presente pesquisa discute a alfabetização de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto da educação inclusiva brasileira, considerando os desafios enfrentados por professores da educação básica diante das especificidades cognitivas, comunicacionais e sociais desses alunos. Fundamentada nas políticas educacionais que asseguram o direito à educação para todos, a investigação parte da necessidade de desenvolver práticas pedagógicas que promovam não apenas o acesso à escola, mas também a permanência e a aprendizagem significativa dos estudantes com TEA. Nesse contexto, destaca-se a importância da ludicidade, da musicalidade e do uso de recursos visuais como estratégias capazes de favorecer o desenvolvimento da linguagem e estimular o engajamento no processo de alfabetização e letramento. Como objetivo geral, o estudo busca compreender de que maneira práticas pedagógicas lúdicas, associadas à musicalidade e ao uso de recursos visuais, podem contribuir para o processo de alfabetização de estudantes com TEA. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, apoiada em revisão bibliográfica sobre Educação Especial, alfabetização, ludicidade, metodologias ativas e TEA, além da investigação da percepção de professores alfabetizadores acerca de suas práticas pedagógicas. Como produto educacional, foi desenvolvido o Projeto Paracantar Cantiga Popular, composto por uma coletânea de livros paradidáticos com canções infantis populares ilustradas, um Manual Teórico-Pedagógico voltado à formação de professores e um Guia Prático “Mão na Massa”, destinado a orientar a aplicação das atividades em sala de aula. Conclui-se parcialmente que os resultados da pesquisa podem contribuir para o fortalecimento de práticas educacionais inclusivas, ao oferecer subsídios teóricos e metodológicos para professores que atuam na alfabetização de crianças autistas, além de ampliar as possibilidades de ensino que valorizem a diversidade e promovam uma aprendizagem mais significativa.