DAS PÁGINAS DOS CONTOS DE FADAS À
TELA: O arquétipo materno no K-drama Tudo Bem Não Ser Normal, de Park
Shin-woo
Contos de fadas; K-drama; Arquétipo; Maternidade.
A maternidade é uma temática presente nas raízes de diversas sociedades ao redor do mundo, sua importância na gestação e desenvolvimento de pessoas faz com que ela carregue consigo responsabilidades, tanto para com o seu filho quanto para consigo, uma vez que esse papel familiar está envolvido por um véu de virtudes, por vezes inalcançáveis, constantemente propagados. Diante dessas cobranças coletivas é valido analisar os estudos sobre o olhar dos arquétipos pesquisados por Carl Gustav Jung. Por isso, o presente trabalho tem como objetivo principal analisar comparativamente os arquétipos maternos presentes no drama sul-coreano Tudo bem não ser normal (2020), roteirizado por Jo Yong e dirigido por Park Shin-woo. Para isso é necessário observar de que forma os contos de fada ocidentais foram inseridos na sociedade coreana, para assim, mostrar como essas narrativas são retratados no K-drama por meio de aspectos verbais e audiovisuais, por conseguinte analisar de que maneira o arquétipo materno é trabalhado dentro de Tudo bem não ser normal. Para isso, utiliza-se a pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico com estudos de Jung (2000; 2014; 2016), Shim (2006; 2008), Monteiro (2018; 2021), Zur (2017) e Zipes (2023) sobre as temáticas debatidas. Por meio desta pesquisa constata-se que, diferente do que se passa no imaginário popular, a mãe e o seu arquétipo não objetivam suprir as expectativas que a circunda uma vez que o ser humano é heterogêneo e falível, principalmente no que tange à realidade feminina que enfrenta variadas pressões familiares e sociais presentes seja na sociedade sul-coreana ou em qualquer outro lugar.