A TESSITURA MEMORIALISTICA EM O SEGREDO DA CHITA
VOADORA, DE MÁRCIA EVELIN: FIOS QUE CONTAM HISTÓRIAS
Memória. Chita. Márcia Evelin. Literatura infantojuvenil. Oralidade.
A Teoria da Memória, nos estudos literário, revela-se um instrumento fundamental para
compreender de que modo as narrativas rememoram e transmitem experiências. Nesse
contexto a presente pesquisa tem por objetivo analisar a memória na obra O Segredo da
Chita Voadora (2017), da autora Márcia Evelin de Carvalho, à luz das contribuições de
Halbwachs , bem como lança mão de teóricos da literatura infantojuvenil, buscando
compreender como a narrativa integra as relações de oralidade, simbolismos culturais e
construção identitária que permitem compreender a chita como uma metáfora de elo na
rememoração presente. A obra é ambientada no sertão nordestino e protagonizada por
uma jovem negra que segue uma trajetória guiada pelo tecido, apresentando tessituras
memorialísticas que ultrapassam o plano ficcional ao incorporar traços de oralidade,
tradições ancestrais, história e afetividade. A análise fundamenta-se nas contribuições
de autores como Maurice Halbwachs (2006), Aleida Assmann (2016) Peter Hunt
(2010), Maria Nikolajeva (2011), Nelly Novaes Coelho (2000), Regina Zilberman
(2017), Marisa Lajolo (2017), além de outros teóricos que também se dedicam ao
estudo da memória, sobretudo na literatura. Esta análise qualifica-se como histórica e
temática, sendo uma pesquisa qualitativa, descritiva, analítica e exploratória. De igual
modo, as discussões que envolvam a memória na literatura, dentre outras teorias. Esse
trabalho conclui que O Segredo da Chita Voadora evidencia e oportuniza encontros
presentes em seu enredo, promovendo um passeio pelas marcas deixadas em culturas e
histórias.