Dissertações/Teses

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2026
Descrição
  • ADRIELY SÁ MENEZES DO NASCIMENTO
  • EFEITO DO FOTOPERÍODO NA MORFOFISIOLOGIA DE ABACAXIZEIRO CULTIVADO IN VITRO EM SISTEMA FOTOMIXOTRÓFICO

  • Data: 20/02/2026
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  • As plantas ajustam seu desenvolvimento às variações ambientais por meio de mecanismos moleculares regulados pelo ritmo circadiano, sendo o fotoperíodo um dos principais moduladores desses processos. Nesse contexto, o cultivo in vitro constitui uma ferramenta estratégica para investigar a plasticidade fisiológica vegetal e a interação entre fotoperíodo e relógio biológico. No estado do Maranhão, a variedade de abacaxi ‘Turiaçu’ apresenta potencial agronômico, porém enfrenta limitações na obtenção de mudas de qualidade, o que torna o cultivo in vitro uma alternativa viável. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar as respostas morfofisiológicas de abacaxizeiros das variedades ‘Pérola’ e ‘Turiaçu’ cultivados in vitro sob diferentes fotoperíodos. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 4, considerou duas variedades e quatro fotoperíodos (4, 8, 16 e 24 h de luz). Os fotoperíodos de 8 e 16 h promoveram maior crescimento radicular, expansão da área foliar, acúmulo de biomassa e aumento dos pigmentos fotossintéticos em ambas as variedades, enquanto o fotoperíodo contínuo de 24 h comprometeu o crescimento e a eficiência fisiológica, além de alterar características anatômicas. Conclui-se que fotoperíodos intermediários são os mais adequados para o cultivo in vitro das variedades estudadas, o que evidencia o papel central do fotoperíodo na regulação circadiana e na plasticidade morfofisiológica das plantas.

  • ANA LARISSA PEREIRA DA SILVA
  • ESTRESSE ABIÓTICO EM GENÓTIPOS DE SOJA: RESPOSTAS ECOFISIOLÓGICAS, PRODUTIVAS E MITIGAÇÃO POR PRIMING COM ÁCIDO γ-AMINOBUTÍRICO 

  • Data: 27/05/2026
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  • A soja (Glycine max L.) destaca-se pela relevância econômica global, com o Brasil entre os maiores produtores mundiais. Em climas quentes e secos, como o do Maranhão, o estresse hídrico e térmico impõem impacto negativo sobre a produção, tornando a seleção de genótipos ideais sob cada condição climática um grande desafio. Por tanto, o objetivo do presente trabalho é investigar as respostas ecofisiológicas e produtivas de genótipos de soja em condições de estresse abiótico, bem como avaliar o potencial do priming com ácido γ-aminobutírico (GABA) como estratégia de mitigação dos efeitos do déficit hídrico. Para isso, foram realizados dois experimentos, com o primeiro realizado em campo com os genótipos de soja Brasmax Olimpo IPRO, NEO802 12X, 80I85RSF IPRO, 74k75RSF CE e 78IX80RSF 12X, com mensurações de variáveis fisiológicas, por meio da termografia por infravermelho e da coloração verde, avaliação de crescimento e produtividade. Já o segundo experimento foi conduzido em condições mais controladas em casa de vegetação com a indução de déficit hídrico, onde foram utilizadas sementes de soja da cultivar Bramax Olimpo IPRO e tratamentos de priming com GABA nas concentrações; 0 mg/L (controle), 52 mg/L (0,5 mM), 103 mg/L (1 mM), 206 mg/L (2 mM), com avaliações de variáveis ecofisiológicas como trocas gasosas, estabilidade de membranas, conteúdo relativo de água e fluorescência da clorofila a. De acordo com os resultados, os genótipos 80I85RSF IPRO e NEO802 12X apresentaram melhor desempenho fisiológico e produtivo. Os genótipos 74k75RSF e 78IX80RSF 12X apesar de apresentarem maior acúmulo de massa seca, demonstraram baixa eficiência na conversão em grãos e desempenho fisiológico inferior aos demais. O GABA demonstrou capacidade de modulação fisiológica seletiva e concentração-dependente, promovendo incremento positivo na assimilação de CO₂ de forma crescente até 2,0 mM, e preservando positivamente a fluorescência máxima e variável das plantas com déficit hídrico a partir de 0,5 mM, sendo esta última maximizada em plantas irrigadas em 1,0 mM. Essa mesma concentração representou ponto de inflexão negativo para a eficiência do PSII, caracterizando resposta hormética. Conclui-se que genótipos que equilibram baixo acúmulo vegetativo e maior eficiência fisiológica apresentam maior potencial produtivo em condições quentes e secas. Junto a isso, a combinação de estratégias de mitigação, como o GABA, representa uma abordagem complementar e sinérgica para o enfrentamento dos desafios produtivos da soja em cenários de escassez hídrica.

  • ANDRÉ LUIZ DA SILVA LIMA JÚNIOR
  • RESPOSTA DA COMUNIDADE DE ZYGOPTERA A GRADIENTES DE INTEGRIDADE AMBIENTAL EM IGARAPÉS AMAZÔNICOS: SUBSTITUIÇÃO DE ESPECIALISTAS POR GENERALISTAS

  • Orientador : JOSÉ ROBERTO PEREIRA DE SOUSA
  • Data: 08/06/2026
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  • As alterações no uso do solo na Amazônia promovem mudanças estruturais e limnológicas em ecossistemas aquáticos, afetando organismos sensíveis às condições ambientais locais. Nesse contexto, este estudo avaliou a resposta de assembleias de libélulas da subordem Zygoptera a gradientes de integridade ambiental em igarapés amazônicos, testando as hipóteses de que: (i) a composição das assembleias varia entre os igarapés com predomínio da substituição de espécies sobre o aninhamento; (ii) espécies com nichos mais especializados estão associadas a ambientes de maior integridade ambiental, enquanto espécies generalistas ocorrem em maior amplitude ambiental; e (iii) variáveis limnológicas influenciam a riqueza e a abundância dessas assembleias. Foram amostrados indivíduos adultos em vinte igarapés submetidos a diferentes condições ambientais, sendo mensuradas variáveis estruturais do habitat, características limnológicas da água e o Índice de Integridade de Habitat (HII). A diversidade beta foi decomposta em turnover e aninhamento, enquanto análises de nicho foram conduzidas por meio do Outlying Mean Index (OMI). Modelos lineares generalizados avaliaram a influência de variáveis ambientais sobre riqueza e abundância, e testes de Mantel parcial investigaram a contribuição relativa de fatores ambientais e espaciais na composição das assembleias. Os resultados evidenciaram predomínio da substituição de espécies sobre o aninhamento, indicando elevada heterogeneidade composicional entre os igarapés. As análises de nicho revelaram coexistência de espécies com diferentes amplitudes ecológicas, incluindo táxons especialistas associados a condições ambientais mais restritas e espécies generalistas distribuídas em maior amplitude ambiental. Entre as variáveis limnológicas avaliadas, apenas o pH apresentou associação significativa com riqueza e abundância. Os resultados sugerem que assembleias de Zygoptera em igarapés amazônicos estão associadas principalmente à heterogeneidade ambiental local, reforçando a importância da manutenção da vegetação ripária e do monitoramento integrado da qualidade ambiental para conservação da biodiversidade regional.

  • CINTYA FERREIRA SANTOS
  • COMUNIDADE DE FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES NA AMAZÔNIA MARANHENSE 

  • Orientador : CAMILA PINHEIRO NOBRE
  • Data: 01/07/2026
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  • Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) estabelecem interações simbióticas com a maioria das plantas, aumentando a absorção de água e nutrientes de suas hospedeiras, tornando os FMA essenciais na manutenção da diversidade e produtividade dos ecossistemas terrestres. A Reserva Biológica do Gurupi (RBG) é um dos poucos remanescentes da floresta amazônica no Estado do Maranhão e embora seja considerada a maior área de floresta do mundo, são escassos os trabalhos que abordam a diversidade dos FMA nesse bioma, principalmente no estado do Maranhão. Diante disso, este trabalho teve como objetivo determinar a diversidade de FMA em áreas de florestas conservadas, recuperadas e queimadas da RBG, associando a diferentes altitudes e parâmetros físico-químicos do solo. O trabalho foi realizado na RBG, onde foram selecionados três tipos de uso de terra: florestas conservadas (NF), floresta secundária pós-pasto (P) e floresta queimada (BF). Por meio de análises morfológicas, avaliouse a riqueza e a diversidade das espécies de FMA e analisando-se as propriedades químicas do solo. Foram registradas 31 espécies de FMA, distribuídas em seis gêneros e seis famílias. Glomus (15 espécies), seguido por Acaulospora (oito espécies), Scutellospora (duas espécies) e Ambispora, Corymbiglomus, Funneliglomus, Funneliformis Gigaspora e Sieverdingia (uma espécie cada), onde a área que apresentou maior abundância dos esporos foi a de P.  Os teores de COT foram semelhantes entre as áreas avaliadas, onde as áreas florestais apresentaram valores de aproximadamente 6-7% superior ao encontrado na área de P e a diferença entre NF e BF foi <0,2 g kg⁻¹, sugerindo manutenção relativa dos estoques de carbono. Os teores de proteínas relacionadas a glomalina, facilmente extraível (GFE) e total (GT), não apresentaram diferença significativa em os tratamentos estudados. A GFE apresentou pouca variação entre as coberturas, enquanto que a glomalina total foi maior em P. A comunidade de FMA foi afetada pela cobertura vegetal, enquanto que não apresentou diferenças significativas em relação altitude, com maior riqueza registrada na área de pasto.  Os teores da proteína relativa a glomalina e carbono orgânico total não apresentaram diferença significativa entre os tratamentos.  

  • DAYANE VALESSA BARROS FROZ
  • EFEITOS DE ATTALEA SPECIOSA (BABAÇU) E MIMOSA CAESALPINIIFOLIA (SABIÁ) SOBRE A FAUNA EDÁFICA E OS PROCESSOS DE DECOMPOSIÇÃO EM VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA DA MARGEM LESTE DA AMAZÔNIA

  • Data: 01/04/2026
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  • A fauna edáfica desempenha papel fundamental na decomposição da matéria orgânica e na ciclagem de nutrientes, sendo os ácaros importantes bioindicadores da qualidade biológica do solo. Esta tese investigou a atividade biológica e a estrutura da acarofauna em áreas de vegetação secundária na margem leste da Amazônia, sob domínio de babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng.) e sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.). No primeiro capítulo, a atividade decompositora foi avaliada por meio do método bait-lamina, utilizando cinco tipos de substrato (folhas e raízes das duas espécies e material padrão), em três profundidades (1, 5 e 10 cm) e três tempos de exposição (2, 5 e 9 semanas). Os resultados indicaram que o tempo de permanência e a profundidade foram os principais fatores estruturantes da atividade biológica do solo, com maior consumo na camada superficial e pico na quinta semana, enquanto a colonização fúngica foi mais intensa nos estágios iniciais. O tipo de substrato não influenciou o consumo, mas afetou a colonização fúngica. A abundância de ácaros foi baixa e associada principalmente aos estágios iniciais da decomposição. No segundo capítulo, foi avaliada a influência das fitofisionomias de babaçu e sabiá sobre a abundância, riqueza e composição funcional da acarofauna em folhas, serrapilheira e solo superficial. As amostragens foram realizadas em áreas de vegetação secundária com diferentes arranjos estruturais (monoespecíficos e mistos), considerando variações sazonais. A acarofauna foi extraída por funis de Berlese-Tullgren, e as variáveis ambientais e químicas dos substratos foram analisadas para compreender sua relação com a fauna. Os resultados evidenciam que a estrutura da acarofauna varia entre compartimentos e condições ambientais, refletindo a heterogeneidade dos microhabitats e a disponibilidade de recursos. De forma integrada, os resultados demonstram que a atividade biológica do solo é fortemente condicionada por fatores microambientais, como tempo e profundidade, enquanto a composição da acarofauna responde à heterogeneidade estrutural e funcional dos ambientes dominados por babaçu e sabiá. Esses achados reforçam o uso de abordagens funcionais e taxonômicas complementares como ferramentas eficazes para avaliar a qualidade biológica do solo e o avanço de processos ecológicos em áreas em regeneração.

  • EDACIANO LEANDRO LÖSCH
  • MEDIADORES DO ACÚMULO E DA ESTABILIDADEDOCARBONO ORGÂNICO DO SOLO NO TRÓPICOÚMIDO

  • Data: 07/01/2026
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  • A gestão sustentável e a avaliação de indicadores da saúde do solo no trópico úmidosão urgentes e necessárias. Historicamente a região enfrenta insegurança alimentar, pobreza rural e degradação dos recursos naturais. A simples fertilização nãoésuficiente para melhorar a saúde do solo devido a rápida perda de nutrientes eaacelerada decomposição da matéria orgânica, sendo necessárias estratégias integradas para sistemas agrícolas mais eficientes. Nesse sentido, é proposto nesta pesquisa (i) estimar o efeito de cátions polivalentes no acúmulo e estabilidade do carbonoorgânico do solo em regiões tropicais; (ii) determinar indicadores-chaves para a saúdedo solo do trópico úmido e; (iii) compreender a dinâmica do Ca e Si sobre índices ecofisiológicos, frações de COS estabilizada e aproveitamento de Nemsolodaperiferia Amazônica. No capitulo 1 foi realizada uma meta-análise a partir de 14estudos publicados entre 2003 e 2023, utilizando modelos de efeitos aleatórios paraavaliar a influência dos cátions polivalentes Al, Fe, Mg e Ca na concentração do COS. Os resultados revelaram efeitos distintos dos cátions (p<0,001), sendo o Al o mais associado ao aumento do COS, seguido por Mg e Ca. O Fe, por sua vez, apresentouomenor efeito. A heterogeneidade entre os estudos (I² = 77,01%) indicou que fatores como classe do solo, pH, textura e uso da terra modulam significativamente a açãodos cátions. Verificou-se que solos com pH entre 4-6 e teores de argila acima de 600g.kg -1 -1 favorecem concentrações de COS > 30 g.kg -1 -,1 particularmente na presença deteores de Ca superiores a 40.000 mg.kg -1 . Para os capítulos subsequentes foi conduzido um experimento a campo em São Luís, Maranhão, Brasil, de outubrode2021 a julho de 2024. Para isso, foi adotado o delineamento em blocos casualizados (DBC) com quatro repetições e oito tratamentos: 1) ureia; 2) leguminosa; 3) leguminosa + ureia; 4) cálcio + leguminosa; 5) silício + leguminosa; 6) cálcio+leguminosa + ureia; 7) silício + leguminosa + ureia; e 8) cálcio + silício + leguminosa+ ureia. No capítulo 2 foi investigado a contribuição de 17 variáveis edáficas paraoCOS e a produtividade agrícola por meio de análises multivariadas (PCA, RDA, árvores de decisão e regressão). Foi observado que variáveis químicas, especialmenteo COAM, o Si e, em menor grau, o Ca, exerceram os maiores efeitos sobre o COSeaprodutividade. O COAM foi altamente significativo (p<0,001) e apresentoualtacorrelação (R2 2=0.87) com o COS total, enquanto variáveis físicas e biológicas, comoa macroporosidade e a respiração microbiana, apresentaram influência secundária. Noultimo capítulo foi avaliado a resposta dos índices ecofisiológicos qCO₂ e qMIC, bemcomo das frações do COS (COP e COAM) e N aos tratamentos estudados. Os resultados demonstraram que o Ca e o Si contribuíram para o aumento da fraçãoestável de carbono (COAM)(p<0,05), com destaque para o Si, que promoveu teores de COAM 32% superiores ao do Ca, quando combinados comleguminosas. Aconcentração de N nas plantas de milho foi 72% maior em Si+L do que emCa+L(p<0,05). O Si mostrou também maior eficiência ao utilizar o nitrogênio biológico, aocontrário do Ca, que dependeu do N sintético para alcançar efeito semelhante. Emconjunto, os resultados dessa pesquisa reforçam que estratégias de manejo sustentável que priorizem a adição de cátions estabilizadores e Si, a promoção do COAMe ousode fontes biológicas de N podem favorecer a saúde do solo, aumentar a produtividadeagrícola e contribuir para o armazenamento e estabilidade do carbono no solo. Essas estratégias são fundamentais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas egarantir a resiliência dos agroecossistemas tropicais a longo prazo.

  • FERNANDA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • MORFOFISIOLOGIA DA BANANEIRA cv. WILLIAMS CULTIVADA IN VITRO EM DIFERENTES INTENSIDADES DA RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA E CONCENTRAÇÕES DE SACAROSE

  • Data: 26/02/2026
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  • A bananeira (Musa spp.) é uma frutífera tropical de grande relevância econômica e social. Todavia, a expansão da cultura é limitada principalmente pelos métodos convencionais de propagação, o que torna a micropropagação uma estratégia fundamental para a produção em larga escala de mudas com elevada qualidade fitossanitária. Nesse contexto, o ajuste da concentração de sacarose e da intensidade da radiação fotossinteticamente ativa (RFA) no cultivo in vitro contribui para a otimização da eficiência fotossintética e do crescimento das plântulas. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o impacto da concentração de sacarose e da RFA na maquinaria fotossintética e crescimento in vitro da bananeira ‘Williams’, bem como os efeitos destes fatores na fase de aclimatação das plântulas. Dessa forma, o experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3x3, correspondendo à combinação de três concentrações de sacarose (0, 15 e 30 g L⁻¹) com três intensidades de RFA (60, 120 e 180 µmol m⁻² s⁻¹). Aos 30 dias de cultivo in vitro, foram avaliados o crescimento, as a trocas gasosas, a eficiência fotoquímica, os pigmentos, e as características anatômicas. Os resultados indicaram que a ausência total de sacarose, independente da intensidade de RFA, limitou a produção de biomassa e o crescimento das plântulas. Entretanto, os tratamentos com a combinação de 120 µmol m⁻² s⁻¹ de RFA e 15 g L⁻¹ de sacarose e o tratamento com a combinação de 180 µmol m⁻² s⁻¹ e 30 g L⁻¹ de sacarose proporcionaram melhorias no processo fotossintético, e no crescimento, com maiores valores de índice fotossintético e maiores teores de pigmentos fotossintéticos, e incremento no comprimento da parte aérea, área foliar, massa fresca da parte aérea. Após o período de cultivo in vitro, as plântulas foram transferidas para casa de vegetação, onde permaneceram por 30 dias em fase de aclimatação. Nesta fase ex vitro, observou-se 100% de sobrevivência das plântulas, independente dos tratamentos aplicados na etapa in vitro. No entanto, o crescimento e o vigor das plântulas em condições ex vitro foram influenciados pela interação entre a intensidade de RFA e a concentração de sacarose utilizadas durante o cultivo in vitro, com melhor desempenho nos tratamentos com 120 µmol m⁻² s⁻¹ associados a 15 g L⁻¹ de sacarose e 180 µmol m⁻² s⁻¹ associados a 30 g L⁻¹. Dessa forma, conclui-se que o cultivo fotomixotrófico da bananeira var. ‘Williams’, sob RFA 120 e 180 µmol m⁻² s⁻¹ e com concentrações de sacarose de 15 e 30 g L⁻¹, favorece a eficiência fotossintética, e o crescimento, tanto na fase in vitro quanto durante a aclimatação, e constitui uma estratégia eficiente para sistemas de micropropagação desta variedade.

  • GABRIEL BARROS DA CONCEIÇÃO
  • POTENCIAL DE PARASITOIDES DE OVOS NO MANEJO DE Spodoptera frugiperda NO CERRADO MARANHENSE: OCORRÊNCIA, DESEMPENHO BIOLÓGICO E COMPATIBILIDADE COM INSETICIDAS

  • Data: 20/02/2026
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  • A lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda (J.E. Smith, 1797), é uma das principais pragas da cultura do milho no Brasil, exigindo elevado uso de inseticidas químicos e favorecendo a seleção de populações resistentes. Diante desse cenário, o controle biológico com parasitoides de ovos destaca-se como alternativa sustentável no manejo integrado da praga. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial de parasitoides de ovos no manejo de S. frugiperda no Cerrado Maranhense, considerando sua ocorrência natural, desempenho biológico e compatibilidade com inseticidas utilizados na região. Inicialmente, foram realizadas coletas de massas de ovos de S. frugiperda em áreas comerciais de milho durante as safras 2023/2024 e 2024/2025, visando identificar os parasitoides presentes, por meio de identificação morfológica e molecular. Posteriormente, em condições laboratoriais controladas, foram conduzidos bioensaios para avaliar o efeito da densidade e da idade embrionária dos ovos do hospedeiro, incluindo parasitismo, emergência e razão sexual. Adicionalmente, foram realizados ensaios de seletividade para determinar os efeitos de diferentes inseticidas, aplicados em pré e pós-parasitismo, sobre o desempenho biológico dos parasitoides, bem como testes de preferência ao parasitismo em plantas de milho Bt infestadas com ovos tratados e não tratados. Os dados foram submetidos à análise estatística por meio de ANOVA, com comparação de médias apropriada. Foram registradas a ocorrência natural de Telenomus remus (Nixon, 1937) e Trichogramma pretiosum (Riley, 1879) parasitando ovos de S. frugiperda no Cerrado Maranhense. Telenomus remus apresentou elevada eficiência de parasitismo, sobretudo em ovos mais novos, desempenho superior em densidades intermediárias, refletindo maiores taxas de parasitismo. A avaliação da compatibilidade com inseticidas revelou que produtos amplamente utilizados na região exerceram efeitos negativos sobre parâmetros biológicos essenciais dos parasitoides, como parasitismo e emergência variando conforme o princípio ativo e o momento de aplicação. Esses resultados evidenciam a importância da seleção criteriosa de inseticidas compatíveis, visando à preservação da eficiência dos inimigos naturais. Conclui-se que os parasitoides de ovos, em especial T. remus, apresentam elevado potencial para integração em programas de manejo de S. frugiperda no Cerrado Maranhense, contribuindo para a racionalização do uso de inseticidas e para a sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola.

  • IASMYM DE CÁSSIA ALMEIDA RODRIGUES
  • POTENCIAL DE Ceraeochrysa cubana (HAGEN) (NEUROPTERA: CHRYSOPIDAE) NO CONTROLE DE Raoiella indica HIRST (ACARI: TENUIPALPIDAE)

  • Data: 13/02/2026
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  • Raoiella indica Hirst (Acari: Tenuipalpidae) é uma praga exótica que tem atacado cultivos de coqueiros em países tropicais. Estratégias de controle ecologicamente adequadas têm sido buscadas para essa praga; no entanto, o controle biológico utilizando crisopídeos para controlar R. indica ainda é pouco investigado. Portanto, o presente estudo foi conduzido para investigar a capacidade de predação de Ceraeochrysa cubana (Hagen) (Neuroptera: Chrysopidae) no controle de fêmeas de R. indica. A predação de fêmeas de R. indica por imaturos de C. cubana foi avaliada em laboratório. As unidades experimentais (arenas) foram compostas por placas de Petri contendo uma seção de folíolo de coqueiro coberta com uma camada de ágar solidificado. Em seguida, a epiderme do folíolo foi exposta com auxílio de um vazador de 4 cm de diâmetro, permitindo a transferência de densidades crescentes de fêmeas de R. indica às arenas. As densidades variaram entre 5 a 160 fêmeas de R. indica para larvas de 1º instar de C. cubana; 50 a 600 para o 2º instar; e 100 a 700 para o 3º instar. A análise de regressão logística resultou em resposta funcional do Tipo II para o 1º instar de C. cubana; contudo, o 2º e 3º instar de C. cubana apresentaram resposta funcional do Tipo III. Entre os estágios do predador, o 2º apresentou maior taxa de ataque, indicando maior eficiência na captura de presas. O tempo de manipulação foi maior para o 1º e 2º instar e o pico de consumo ocorreu no 3º instar de C. cubana. O consumo total de C. cubana diferiu entre os estágios larvais do predador quando expostos às maiores densidades de fêmeas de R. indica. Os resultados indicam que C. cubana tem potencial como agente de controle biológico de fêmeas de R. indica. 

  • JORDANYA FERREIRA PINHEIRO
  • RESPOSTAS MORFOFISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DE Dizygostemon riparius AO ESTRESSE SALINO EM CONDIÇÕES DE CULTIVO IN VITRO

  • Data: 24/02/2026
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  • O crescimento populacional e as mudanças climáticas intensificam os estresses abióticos, com a salinidade emergindo como um dos principais fatores limitantes à produtividade agrícola e à sobrevivência de espécies nativas. Neste contexto, o objetivo dos trabalhos foram investigar as respostas fisiológicas, morfológicas e anatômicas da Melosa (Dizygostemon riparius), uma espécie nativa do Maranhão, ao estresse salino induzido por NaCl em condições de cultivo in vitro, e avaliar o potencial da biotina (vitamina B7) na mitigação de estresse salino. No Experimento I, a exposição a 0, 50 e 100 mM de NaCl demonstrou que a salinidade impôs um estresse significativo, reduzindo o comprimento e a massa seca da parte aérea e o conteúdo relativo de água na folha, especialmente na maior concentração. Fisiologicamente, houve redução nos pigmentos fotossintéticos e no Índice de Desempenho (PI), indicando estresse funcional, embora a fotoquímica do Fotossistema II (Fv/Fm) tenha se mantido estável. Em resposta adaptativa, a planta exibiu alterações anatômicas, como o aumento da espessura da epiderme adaxial e do parênquima paliçádico. Além disso, o estresse salino alterou o conteúdo de poliaminas livres totais, com destaque para a putrescina, sugerindo potenciais limitações nos mecanismos de defesa frente a salinidade. O Experimento II investigou a mitigação do estresse salino (50 mM) pela suplementação exógena de biotina. A salinidade, nesta concentração, causou uma limitação não estomática e bioquímica à fotossíntese, evidenciada pela queda acentuada na taxa de assimilação líquida de CO₂ e na eficiência de carboxilação (A/Ci), sugerindo um comprometimento na capacidade metabólica de fixação de carbono. A suplementação com biotina (16 mg L⁻¹) demonstrou ser um regulador metabólico eficaz, restaurando a taxa de assimilação líquida de CO₂, a eficiência de carboxilação e a eficiência intrínseca do uso da água (A/gs). Essa recuperação funcional ocorreu sem alterações na condutância estomática ou na anatomia foliar. Portanto, a salinidade limita a fotossíntese em D. riparius por meio de restrições bioquímicas e induz ajustes morfoanatômicos e metabólicos. A biotina se estabelece como um agente promissor na mitigação de estresse abiótico. Esses dados contribuem para estratégias de conservação e avanço do conhecimento biotecnológico sobre a fisiologia de plantas nativas do Maranhão. 

  • KAIRES MAYANE ARAUJO DA SILVA
  •  RESPOSTA FUNCIONAL DE BESOUROS SCARABAEINAE (COLEOPTERA: SCARABAEIDAE) ÀS MÉTRICAS DE PAISAGEM EM FRAGMENTOS FLORESTAIS NA AMAZÔNIA ORIENTAL 

  • Data: 31/03/2026
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  • As alterações no uso do solo são uma das principais ameaças à diversidade biológica, pois promovem a substituição de habitats heterogêneos por habitats estruturalmente mais simples, fazendo com que muitas espécies sejam extintas ou seriamente ameaçadas, trazendo prejuízos para os ecossistemas. Diante disso é fundamental compreender a resposta de bioindicadores (como os besouros aqui estudados) para as tendências em curso. Uma das formas de investigar as implicações dessas ações é a chamada medida de diversidade funcional. Com isso, o presente estudo apresenta como principal objetivo: Investigar as respostas funcionais da comunidade de besouros Scarabaeinae em relação às métricas de estrutura de paisagem na Amazônia Oriental. Para isso, foram realizadas coletas em 15 fragmentos florestais localizados na Amazônia Legal Maranhense, esses fragmentos fazem limite principalmente com matrizes de pecuária e formações florestais, incluindo silviculturas de eucalipto. A técnica utilizada para coleta foi o uso de armadilhas do tipo pitfalls, iscadas com fezes humanas. Variáveis ambientais consideradas de potencial influência foram medidas em cada habitat. Foi realizada uma avaliação preliminar da autocorrelação espacial para testar a existência de estrutura geográfica na composição dos táxons nos fragmentos florestais estudados. As dissimilaridades funcionais entre os táxons foram calculadas utilizando o índice de Gower. A composição funcional de cada fragmento foi calculada utilizando médias ponderadas pela comunidade dos valores dos traços (CWM). Foram testados os efeitos do tamanho do fragmento, do isolamento, da cobertura florestal e da composição da matriz na composição funcional utilizando análise de redundância baseada em distância (dbRDA). As relações entre a composição ponderada por características das comunidades de besouros Scarabaeinae e as variáveis explicativas foram visualizadas por meio de um diagrama de ordenação da análise de coordenadas principais (PCoA) da matriz CWM. As análises de regressão múltipla foram realizadas para verificar a influência de variáveis ambientais no interior dos fragmentos. Além de Análise de Redundância- RDA para verificar a relação entre grupos funcionais de Scarabaeinae e variáveis ambientais do habitat. Os resultados demonstraram que tanto a diversidade funcional quanto a composição funcional (CWM) apresentam correlação positiva com fragmentos florestais que apresentam matrizes com composição florestal e variáveis estruturais no interior dos fragmentos. Além de ser constatado que há alguns atributos funcionais associados positivamente com o tipo de matriz, tamanho do fragmento e variáveis ambientais intrafragmento. Este estudo traz informações preliminares de como a diversidade e a composição funcional de besouros Scarabaeinae em ambientes de paisagens fragmentadas se comportam frente às alterações antrópicas. 

  • KARINA ANDRADE PIMENTEL
  • AGREGAÇÃO, MATÉRIA ORGÂNICA E GLOMALINA NA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SOLO DE ÁREAS FLORESTAIS NA AMAZÔNIA MARANHENSE

  • Data: 20/03/2026
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  • As mudanças na agregação do solo afetam diretamente a rotatividade do carbono orgânico, impactando principalmente sua oclusão ou mineralização. Assim, os agregados podem atuar como sumidouros de CO₂, especialmente com práticas de manejo do solo favoráveis a sua conservação e sustentabilidade. Este estudo parte da hipótese de que diferentes coberturas vegetais e formas de manejo modificam a dinâmica de formação dos agregados do solo na Amazônia brasileira. Assim, objetiva-se avaliar o estado de agregação do solo, incluindo origem, grau de estabilidade e componentes da matéria orgânica, em diferentes áreas florestais da Reserva Biológica do Gurupi, na Amazônia maranhense. Agregados de solos foram coletados em duas profundidades (0-5 e 5-10 cm) durante a estação seca (novembro/2024), em área de Floresta conservada (FC), floresta secundária com pastagem (RP) e floresta queimada (FQ). Os agregados foram separados e classificados quanto à sua origem em biogênicos (processos bióticos) e fisiogênicos (processos abióticos). Foram realizadas as determinações dos valores de diâmetro médio ponderado e teores de carbono orgânico total (COT), oxidável extraído com permanganato de potássio (POXC), particulado (COP) e associado aos minerais (COAM), além dos teores de proteína do solo relacionada à glomalina nas frações facilmente extraível e total (PSRG-FE e PSRG-T) e granulometria do solo. A via biogênica predominou na formação dos agregados nas três coberturas florestais, especialmente na camada superficial, destacando o papel central da biota do solo na estruturação física. A estabilidade dos agregados manteve-se semelhante entre áreas e vias de formação, mesmo sob diferentes históricos de uso. Os agregados biogênicos acumularam maior teor de COT e COP, evidenciando sua eficiência na proteção física do carbono. O COAM se apresentou mais sensível ao estado de conservação das florestas, refletindo processos de estabilização de longo prazo. Esses achados reforçam a importância da conservação florestal para manter estoques persistentes de carbono no solo.

  • LETICIA CARRAZANA MARTINEZ
  • CLASSIFICAÇÃO DE CULTIVARES DE SOJA COM IMAGENS DE SEMENTES E FOLHAS USANDO INTELIGENCIA ARTIFICIAL E DETERMINAÇÃO DO NÚMERO MÍNIMO DESSAS ESTRUCTURAS A SER FOTOGRAFADAS

  • Data: 12/02/2026
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  • A soja (Glycine max (L.) Merrill) destaca-se como uma das culturas agrícolas mais cultivadas no planeta, exercendo papel fundamental na economia e na segurança alimentar. Atualmente, o processo de identificação de sementes é realizado por inspeção visual, que é muito impreciso e oneroso, uma solução é o desenvolvimento de métodos baseados em análise de imagens e aplicação de algoritmos de Machine Learning, o qual exige a prévia determinação do número ideal de sementes ou folhas de uma mesma cultivar a serem coletadas dados morfológicos e espectrais. Dessa forma, o estudo teve como objetivos: (I) desenvolver um método rápido, acessível e de alto desempenho para a identificação de cultivares de soja, utilizando imagens de sementes e folhas capturadas por câmeras de smartphones, em combinação com técnicas de inteligência artificial, (II) determinar o número mínimo de folhas e sementes de soja que devem ser fotografados para prever o valor real de essas cultivares para diferentes variáveis morfológicas e espectrais obtidas via análise de imagens. Para isso foram coletadas folhas e sementes de dez cultivares de soja, depois extraídas as informações morfológicos e espectrais a partir das imagens, e com esses dados foi aplicada as análises estadísticas (ANOVA, ACP, AD, K-means) e algoritmos de Machine Learning para classificar as cultivares de soja, aos mesmos dados se aplicou análises de repetibilidade (ANOVA, CP-COV, CP-COR, A. Estructural) para determinar o número ideal de folhas e sementes. Entre os algoritmos testados, o (RAF) destacou-se como o mais eficaz para a classificação das cultivares de soja, com porcentagens corretas superiores a 93% sendo a maior para todos os algoritmos aplicados.Para análises de repetibilidade, observou-se que as estimativas obtidas pelo método da ANOVA foram sempre inferiores às obtidas pelas análises multivariadas, variáveis morfológicas (área e perímetro) para folhas, circularidade para sementes, e variáveis espectrais (Green, H, S, a e b) para folhas e (Red, S, B, b) para sementes constituem o conjunto mais eficiente para a discriminação de amostras de soja, apresentando o menor número de amostras.

  • LUINA SANTOS SERRA FREIRE
  • MÉTODOS DE APLICAÇÃO DE BRASSINOSTEROIDE EM Vigna unguiculata L. SOB CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO

  • Data: 25/02/2026
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  • O déficit hídrico é considerado o principal fator abiótico que limita a produção das lavouras do Brasil e do mundo, incluindo o feijão-caupi. Esse fator ambiental reduz a atividade fotossintética e, consequentemente, prejudica o crescimento e o desenvolvimento de plantas. Contudo, alternativas para mitigar os efeitos do déficit hídrico são bastante utilizadas a exemplo de biorreguladores vegetais como brassinosteroides. Por isso, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes métodos de aplicação de brassinosteroide no cultivo do feijão-caupi em condições de déficit hídrico. O experimento foi realizado em esquema fatorial 2 x 4, com duas condições hídricas (plantas irrigadas e sob déficit hídrico); e quatro métodos de aplicação de brassinosteroides (sem brassinosteroide - controle, embebição de sementes, aplicação foliar e embebição de sementes + aplicação foliar), totalizando oito tratamentos com cinco repetições. Foi utilizado o 24 epibrassinolídeo na concentração 0,1 µM, e o déficit hídrico realizado com a suspensão gradativa da irrigação durante 10 dias. O conteúdo relativo de água (CRA) e o armazenamento de água na folha (AAF) reduziram nas plantas de feijão-caupi submetidas ao déficit hídrico em comparação as plantas irrigadas, com maior redução nas plantas controle. Por outro lado, o déficit de saturação de água (DAS) e o extravasamento de eletrólitos aumentaram, principalmente, no tratamento controle. Observou-se, aos 3 DAE (três dias após o estresse), aumento significativo tanto do conteúdo de prolina quanto dos carotenoides nas plantas do tratamento E (embebição) em condições de déficit hídrico comparadas às plantas irrigadas. No entanto, após a reidratação, apenas o tratamento E+AF (embebição + aplicação foliar) apresentou maior conteúdo de prolina em comparação aos demais tratamentos. Em relação aos componentes de produção, o comprimento de vagem (CV) e o peso de vagens (PV) reduziram apenas nas plantas controle em condições de déficit hídrico em comparação às plantas irrigadas. A aplicação de brassinosteroide é eficiente na atenuação de déficit hídrico independente do método aplicado. Apesar de um método se sobressair a outro em determinadas características das plantas de feijão-caupi, todos os métodos se sobressaíram ao tratamento controle. 

  • MARIA KAROLINE DE CARVALHO RODRIGUES DE SOUSA
  • ACÚMULO DE CARBONO E DIVERSIDADE MICROBIANA DO SOLO COM APLICAÇÃO DE BIOMASSA EM SISTEMA DE ALEIAS

  • Orientador : VALERIA XAVIER DE OLIVEIRA APOLINARIO
  • Data: 24/06/2026
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  • Conhecer a influência da biomassa de leguminosas de diferentes qualidades e os seus efeitos sobre os atributos químicos e biológicos do solo, assim como seu papel no aumento e estabilização da fração estável de C é primordial para promover o uso eficiente dos nutrientes em solos tropicais. O objetivo foi avaliar o efeito da adição de biomassa de leguminosas de diferentes qualidades nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e na produtividade de milho em sistemas de cultivo de aleias. O experimento foi conduzido, em 2023 e 2024, na área experimental da Universidade Estadual do Maranhão, em São Luís – MA, Brasil. O experimento foi realizado em blocos casualizados, em uma área total de 2.016 m2, com seis tratamentos e quatro repetições, resultante da combinação de duas leguminosas, formando os seguintes tratamentos: Leucena + Acácia (L+A); Leucena + Sombreiro (L+S); Gliricídia + Leucena (G+L); Acácia + Gliricídia (A+G); Sombreiro + Gliricídia (S+G) e Controle, sem aleias. As leguminosas foram podadas no período chuvoso a 50 cm de altura do solo, e a
    biomassa pesada e igualmente distribuída no solo em todas as parcelas de cada tratamento. Foram avaliados os indicadores químicos (carbono orgânico total - COT, carbono orgânico particulado - COP e associado aos minerais – COAM), físicos (agregados, resistência a penetração e umidade) e biológicos (diversidade de bactérias, fungos e arqueas, quociente microbiano – qMIC e quociente metabólico – qCO2) do solo bem como a produtividade, nitrogênio da floração, maturação e grãos e matéria de raízes do milho. Os dados foram testados
    para normalidade (Shapiro-Wilk e Kolmogorov–Smirnov) e homoscedasticidade (Bartlett test) previamente a análise de variância (ANOVA). Foi aplicado o teste de Tukey para comparação das médias das variáveis de cada tratamento ao nível de significância de 5%. Todas as análises estatísticas foram realizadas utilizando o software R Studio, versão 4.3.2 (2023). Para a comunidade de microrganismos do solo, foram avaliados a diversidade de bactérias, fungos e arqueas aos níveis de filo, gênero e espécie, por meio do sequenciamento de nova geração
    (plataforma de sequenciamento MiSeq). As quantidades de bactérias, fungos e arqueas, foram avaliadas pelo número de cópias do gene 16 rRNA, ITS (18 rRNA). Foi realizado análise descritiva dos dados e calculados as porcentagens de cada comunidade em função do filo, gênero e espécie encontradas no solo. Foi estimado a diversidade alfa (Shannon, Simpson, Riqueza, Margalef e Pielou) e beta (dissimilaridade de Bray-Curtis) para fungos e bactérias. Os resultados mostraram que as biomassas de leguminosas influenciaram (P < 0,05) os índices ecofisiológicos qMIC e qCO2 e os teores e frações de carbono orgânico do solo (carbono orgânico total - COT, particulado - COP e associado aos minerais - COAM), porém sem influencia (P > 0,05) direta nos indicadores físicos (resistência a penetração, umidade e agregados) e nos parâmetros da cultura do milho (produtividade, nitrogênio na floração, maturação e grãos). As diferentes biomassas de leguminosas influenciaram os índices de diversidade alfa e beta da comunidade de microrganismos do solo. Enquanto a comunidade bacteriana manteve alta diversidade e estabilidade, em todos os tratamentos, a comunidade fúngica foi mais sensível à composição e à qualidade das biomassas. Houve maior influencia das biomassas de leguminosas na composição das comunidades fúngicas do solo. 

  • MARIANNE CAMILE RODRIGUES PEIXOTO
  • POTENCIAL DA ALELOPATIA NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS

  • Data: 24/02/2026
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  • Em sistemas agrícolas, as plantas daninhas são relevantes devido à sua elevada capacidade competitiva, podendo reduzir significativamente a produtividade das culturas, sendo os herbicidas sintéticos amplamente utilizados em seu controle. No entanto, o uso intensivo desses produtos, embora eficiente, promove impactos negativos ao solo, à biodiversidade e à saúde humana, além de favorecer o surgimento de biótipos resistentes, reforçando a necessidade de estratégias mais sustentáveis. Nesse cenário, a alelopatia destaca-se como alternativa promissora, uma vez que envolve a liberação de compostos aleloquímicos derivados do metabolismo secundário das plantas, capazes de interferir na germinação, no crescimento e no desenvolvimento de espécies daninhas, contribuindo para diminuir a poluição ambiental e reduzir a dependência de herbicidas convencionais. Entre as espécies com potencial alelopático, destaca-se Scoparia dulcis L., uma planta daninha, herbácea, comum em lavouras agrícolas. Por outro lado, temos outra planta daninha, Euphorbia heterophylla L. que devido ao uso intensivo de herbicidas sintéticos, adquiriu resistência, sendo necessário alternativas de manejo para o seu controle. Dessa forma, o estudo teve como objetivo avaliar o potencial alelopático de extratos de S. dulcis no manejo de E. heterophylla, visando contribuir para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis de manejo. Foram preparados extratos aquosos e hidroalcoólicos a partir do material vegetal seco de S. dulcis. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 2 + 1 (três concentrações, dois tipos de extrato e uma testemunha), com quatro repetições. Realizaram-se bioensaios de germinação e crescimento inicial in vitro, com avaliação do potencial de germinação, índice de velocidade germinação, comprimento da parte aérea e raiz, além do índice de resposta ao efeito alelopático. Em casa de vegetação avaliou-se o percentual de controle, a comprimento da parte aérea e do sistema radicular. Os resultados demonstraram que os extratos de S. dulcis exerceram efeito inibitório sobre a germinação e o crescimento inicial de E. heterophylla, com maior intensidade do extrato hidroalcoólico e nas maiores concentrações, evidenciando a presença de compostos bioativos com potencial fitotóxico. Todos os tratamentos apresentaram capacidade alelopática, sendo que o extrato hidroalcoólico apresentou maior fitotoxicidade, reduzindo o crescimento da parte aérea e do sistema radicular em comparação ao extrato aquoso. Assim, a alelopatia demonstra potencial como ferramenta sustentável no manejo de plantas daninhas, favorecendo a consolidação de sistemas agroecológicos.

  • MATHEUS HENRIQUE FELIPE LIMA
  • Enriquecimento com CO₂ em cultivo fotoautotrófico in vitro de abacaxizeiros 'Pérola' e 'Turipaz': impactos na aclimatação, anatomia e fotossíntese 

  • Data: 23/02/2026
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  • A micropropagação in vitro constitui uma estratégia amplamente utilizada para a multiplicação clonal de plantas; entretanto, os sistemas convencionais de cultivo impõem restrições fisiológicas associadas ao microambiente artificial, que limitam a assimilação de carbono e retardam a aquisição da autotrofia. Nesse contexto, o enriquecimento com CO₂ surge como uma abordagem promissora para mitigar essas limitações, ao induzir ajustes metabólicos, anatômicos e funcionais. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do enriquecimento de CO₂ durante o cultivo in vitro fotoautotrófico sobre o crescimento, os atributos relacionados ao carbono e as características micromorfométricas das folhas de Ananas comosus das cultivares ‘Pérola’ e ‘Turipaz’, bem como verificar como essas respostas se expressam durante a aclimatação ex vitro. O experimento foi conduzido em DIC, em esquema fatorial 2 × 2, com duas cultivares (‘Pérola’ e ‘Turipaz’) e duas [CO₂], aCO2 (420 ± 30 µmol mol⁻¹) e eCO2 (800 ± 30 µmol mol⁻¹), por 50 dias de cultivo in vitro, seguidos por 50 dias de aclimatação ex vitro. O enriquecimento com CO₂ aumentou significativamente o comprimento da parte aérea e das raízes, o número de folhas, o diâmetro da roseta, a área foliar e a biomassa fresca e seca da parte aérea em ambas as cultivares, enquanto a massa específica foliar não foi afetada. A biomassa radicular apresentou resposta dependente do genótipo, com maiores valores na cultivar ‘Turipaz’ sob aCO₂, enquanto eCO₂ promoveu incremento da biomassa radicular fresca apenas na cultivar ‘Pérola’, sem efeito sobre a biomassa radicular seca. O enriquecimento de CO₂ elevou os teores de clorofila a, clorofila b, clorofila total e carotenoides em ambas as cultivares, com valores de clorofila total consistentemente maiores em ‘Turipaz’. O desempenho fotossintético foi favorecido sob eCO₂, com aumentos na A, gs, Ci, Ci/Ca e PI, sem alterações em A/Ci e A/gs. O teor de CST aumentou expressivamente sob eCO₂, com valores superiores na cultivar ‘Pérola’ em ambas as [CO₂]. O enriquecimento de CO₂ promoveu modificações anatômicas foliares, que incluiu aumento da espessura das epidermes, do parênquima aquífero, do parênquima clorofiliano e dos feixes vasculares, com respostas dependentes do tecido e do genótipo sob aCO₂, que foram atenuadas sob eCO₂. Durante a aclimatação ex vitro, plantas oriundas do cultivo sob eCO₂ mantiveram maior crescimento, acúmulo de biomassa, teores de pigmentos, carboidratos solúveis totais e parte das características anatômicas avaliadas, com maior vigor geral observado na cultivar ‘Turipaz’. Conclui-se que o CO₂ atua como uma variável determinante em sistemas fotoautotróficos de micropropagação do abacaxizeiro, ao modular a trajetória morfofisiológica das plantas durante o cultivo in vitro e condicionar positivamente seu desempenho durante a aclimatação ex vitro, reforçando a importância de abordagens integradas que considerem a continuidade funcional entre essas duas fases do processo.

  • RENATA CRISTINA LIMA SILVA
  • A COMPETIÇÃO MOLDA A ESTRUTURAÇÃO DO MICROBIOMA DE DUAS ESPÉCIES-CHAVE CONTRASTANTES: O BABAÇU (ATTALEA SPECIOSA) E O SABIÁ (MIMOSA CAESALPINIIFOLIA) EM FLORESTAS SECUNDÁRIAS DA AMAZÔNIA ORIENTAL. 

  • Orientador : CHRISTOPH GEHRING
  • Data: 24/06/2026
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  • Na Amazônia Oriental, o babaçu (Attalea speciosa) é uma das espécies mais abundantes em florestas secundárias, enquanto o sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), uma leguminosa arbórea fixadora de nitrogênio, representa uma estratégia funcional contrastante. As interações competitivas entre essas espécies podem influenciar a estruturação das comunidades microbianas rizosféricas. Este estudo avaliou comunidades microbianas associadas ao babaçu e ao sabiá por meio do sequenciamento dos genes 16S rRNA e ITS, sob condições puras e de competição assimétrica, representadas por indivíduos crescendo em ambientes dominados pela espécie contrastante. As comunidades foram analisadas por métricas de diversidade alfa e beta, análises de abundância diferencial e ocupação de nichos microbianos e especialização ecológica (CLAM). Não foram observadas diferenças significativas na diversidade alfa entre os tratamentos. Em contraste, as análises de diversidade beta revelaram variação composicional entre os tratamentos, com padrões mais evidentes para as comunidades fúngicas. As comunidades procarióticas foram dominadas por táxons generalistas e apresentaram maior flexibilidade ecológica sob interações assimétricas, enquanto as comunidades fúngicas mostraram maior especialização ecológica e associações mais consistentes com o tipo de vegetação. As análises de abundância diferencial identificaram grupos microbianos funcionalmente relevantes associados aos tratamentos, incluindo Trichoderma. Os padrões observados sugerem maior persistência das comunidades associadas ao babaçu, particularmente para os fungos, indicando que essa espécie pode atuar como um filtro ambiental mais estável. Em contraste, os microbiomas associados ao sabiá apresentaram maior flexibilidade ecológica e responsividade às condições ambientais locais. Esses resultados indicam que interações competitivas entre plantas se estendem abaixo do solo, influenciando o recrutamento microbiano, a especialização ecológica e a montagem de microbiomas. 

  • VITÓRIA KARLA DE OLIVEIRA SILVA MORAES
  • Co₂ elevado e condicionamento salino in vitro: respostas morfofisiológicas e anatômicas de Ananas comosus 

  • Orientador : THAIS ROSELI CORREA
  • Data: 17/07/2026
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  • A salinidade e o aumento da concentração de CO₂ atmosférico são fatores que influenciam diretamente o desempenho fisiológico de Ananas comosus, especialmente em cultivo in vitro e ex vitro. De modo geral, a elevação do CO₂ tem sido associada à melhoria do crescimento e da fotossíntese, podendo atenuar parcialmente os efeitos negativos de estresses abióticos, enquanto o priming salino in vitro surge como uma estratégia para induzir memória fisiológica e aumentar a tolerância das plantas em condições subsequentes de estresse. Nesse sentido, o experimento I teve como objetivo avaliar os efeitos combinados da elevação do CO₂ e da salinidade no crescimento, fotossíntese e estrutura anatômica foliar em plantas de Ananas comosus cultivadas in vitro. O experimento seguiu um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 × 2 (0 e 120 mM de cloreto de sódio ×  420 ± 30 e 800 ± 30 µmol mol⁻¹ CO₂). O CO₂ elevado promoveu incrementos expressivos na taxa fotossintética, na eficiência do uso da água e no acúmulo de biomassa, além de reduzir parcialmente os impactos negativos sobre o crescimento e a função estomática. No entanto, os efeitos da salinidade sobre a redução dos pigmentos fotossintéticos, como clorofilas e carotenoides, não foram revertidos pelo aumento de CO₂, indicando limitações na proteção do aparato fotossintético em nível estrutural. O experimento II avaliou os efeitos do condicionamento in vitro à salinidade no crescimento e desempenho fotossintético de Ananas comosus (L.) Pérola exposto à salinidade ex vitro. As plantas foram cultivadas in vitro com 0 ou 80 mM de NaCl por 90 dias e, em seguida, transferidas para condições ex vitro com 0 ou 500 mM de NaCl em um delineamento fatorial 2 × 2. O priming salino in vitro induziu alterações fisiológicas caracterizadas por ajustes fotoprotetores e modificações no desempenho fotoquímico, como reduções nos valores de Fv/Fm e no índice de desempenho fotossintético. Quando transferidas para condições ex vitro sob salinidade, as plantas previamente condicionadas apresentaram maior eficiência de carboxilação (A/Ci) e maior estabilidade dos pigmentos fotossintéticos, indicando maior resiliência funcional do aparato fotossintético. Contudo, a manutenção desses mecanismos de proteção não resultou em aumento de biomassa, sugerindo que o custo energético e metabólico associado à ativação sustentada de respostas de defesa pode limitar o crescimento. Os resultados evidenciam que tanto o CO₂ elevado quanto o priming salino modulam a tolerância ao estresse salino em A. comosus por meio de mecanismos predominantemente fisiológicos e bioquímicos, com destaque para a regulação da fotossíntese e da eficiência no uso da água. Entretanto, a dissociação entre melhoria fisiológica e acúmulo de biomassa reforça a complexidade das respostas ao estresse e indica a necessidade de abordagens integrativas que conciliem tolerância e produtividade em condições salinas.

2025
Descrição
  • ACHILLES NINA SANTOS FERREIRA
  • FERTIRRIGAÇÃO DE Panicum maximum -BRS TAMANI COM ÁGUA RESIDUAL DE PISCICULTURA

  • Data: 24/07/2025
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  • A busca por soluções sustentáveis na agropecuária tem impulsionado o desenvolvimento de sistemas integrados que reutilizam resíduos para otimizar recursos. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da fertirrigação com água residual de piscicultura no desempenho agronômico e na qualidade nutricional do Megathyrsus maximum (BRS Tamani), comparando-o ao manejo convencional com adubação NPK, além de analisar a viabilidade econômica do sistema. O experimento foi conduzido no setor de piscicultura da Unidade de Produção Animal da Zootecnia – UNIPAZ, em delineamento experimental em blocos ao acaso com dois tratamentos: fertirrigação com água residual de piscicultura com três densidades de estocagem de peixe Tambatinga, e adubação química convencional com NPK e irrigação com água de poço. A fertirrigação foi realizada manualmente, a cada dois dias, aplicando 1 litro de água para cada 706,86 cm² de área. Foram avaliados parâmetros zootécnicos dos peixes (sobrevivência, ganho de peso e biomassa), qualidade da água, composição química do capim e o custo-benefício do sistema. Os resultados mostraram que o tratamento com água de piscicultura promoveu um crescimento 27% superior no capim em comparação ao manejo convencional com uso do NPK, sem necessidade de adubos minerais, com fornecimento médio anual de 76,3 kg/ha de nitrogênio, 19,8 kg/ha de fósforo e 38,9 kg/ha de potássio via fertirrigação. O tratamento convencional demandou aplicação de 91 kg/ha de ureia, 200 kg/ha de superfosfato simples e 69 kg/ha de cloreto de potássio, totalizando R$ 1.409,00/ha em custos com adubação. A produtividade do capim BRS Tamani no tratamento com água de piscicultura foi de 12.766 kg/ha, enquanto no tratamento convencional foi de 10.030 kg/ha, considerando o preço médio de R$ 0,90/kg. A análise econômica demonstrou maior rentabilidade no sistema integrado, com redução do custo com fertilizantes e maior produtividade forrageira. Conclui-se que a fertirrigação com água residual de piscicultura é uma alternativa viável, sustentável e economicamente vantajosa para o cultivo de forrageiras, promovendo a integração entre produção aquícola e agrícola, com benefícios ambientais e produtivos.

  • ANNA ISABELLE LIMA ROLIM
  • CARACTERÍSTICAS FERMENTATIVAS E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA SILAGEM DE MILHO SUBMETIDA AO MANEJO BIOLÓGICO

  • Data: 20/08/2025
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  • A crescente preocupação com a sustentabilidade agrícola tem impulsionado a busca por alternativas que conciliem produtividade e redução dos impactos ambientais. Nesse contexto, a utilização de bactérias promotoras de crescimento como Azospirilium brasilense, destaca-se por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio e pela melhoria na absorção de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos. O presente esstudo teve como objetivo avaliar a composição química, perdas fermentativas e estabilidade aeróbia de silagens de milho submetidas a adubação com soluções baseadas na natureza (associações de bactérias e fungos micorrízicos arbusculares) no trópico úmido. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos (Controle 1 – sem insumo biológico ou sintético; Controle 2 – adubação com NPK; bactéria associativa; fungos micorrízicos arbusculares; bactéria associativa + fungos micorrízicos arbusculares) e quatro repetições por tratamento. As variáveis avaliadas incluíram perfil fermentativo, composição química, quantificação das populações microbianas, perdas fermentativas e estabilidade aeróbia. A estabilidade aeróbia foi monitorada por meio de data-loggers, com meições realizadas a cada dez minutos. Observou-se efeito significativo (P<0,05) para as variáveis de matéria orgânica (MO), cinzas, fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA). As silagens adubadas com a associação entre bactéria e fungo apresentaram menores valores de FDN e FDA. Esse tratamento também resultou em um aumento de 40% na incidência de mofos, comparado aos demais grupos. Verificou-se ausência de leveduras nas silagens dos tratamentos contendo bactérias e fungos, enquanto o tratamento controle apresentou maior crescimento fúngico. A análise de composição química apresentou diferenças estatísticas para MO e cinzas. Conclui-se que a utilização de adubações biólogicas à base de Azospirillum brasilense e do fungo micorrízico arbuscular Rhizoglomus clarum, preserva as características fermentativas e químicas associadas a qualidade das silagens.

  • ANNE CAROLINE BEZERRA DOS SANTOS
  • CONTRIBUIÇÃO DE SISTEMAS DE USO DA TERRA NA DIVERSIDADE E ABUNDÂNCIA DE CRISOPÍDEOS DA AMAZÔNIA ORIENTAL MARANHENSE E REDESCRIÇÃO DE Leucochrysa (Nodita) vittata FREITAS E PENNY (NEUROPTERA: CHRYSOPIDAE)

  • Data: 28/03/2025
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  • A intensificação do uso da terra é considerada uma das causas do declínio da biodiversidade. No entanto, sabe-se que a biodiversidade pode melhorar e estabilizar o funcionamento do ecossistema. Neste contexto, insetos predadores generalistas conhecidos comumente por crisopídeos (Neuroptera: Chrysopidae), são considerados importantes inimigos naturais de diversos artrópodes fitófagos. Os objetivos deste trabalho foram determinar a composição faunística, os padrões de riqueza e abundância da comunidade de crisopídeos em diferentes tipos de uso da terra (pastos, policultivos, capoeiras intermediárias e capoeiras velhas), a contribuição relativa de variáveis ambientais abióticas (temperatura, umidade relativa e precipitação pluviométrica) sobre esses indicadores ecológico e redescrever Leucochrysa (Nodita) vittata Freitas e Penny (Neuroptera: Chrysopidae). Quatro tipos de uso da terra presentes na região foram selecionados: pastagens não manejadas; policultivos; capoeiras com nível intermediário de sucessão ecológica (20 anos de idade); capoeiras velhas (60 anos de idade). Ométodo de captura dos crisopídeosfoi pormeio do uso de armadilhas atrativas. Foram capturados 1.264 adultos de Chrysopidae, distribuídos em três gêneros e 42 morfoespécies, pertencentes às tribos Chrysopini e Leucochrysini. Dentre os Chrysopidae capturados, a tribo Leucochrysini foi a mais abundante. Em relação à riqueza de espécies de crisopídeos, houve diferença entre os tipos de uso da terra, observando-se maior riqueza de espécies de crisopídeos nas pastagens em contraste com as capoeiras intermediárias ou velhas. A composição da comunidade e abundância de espécies da família Chrysopidae amostradas na região de estudo variou conforme o tipo de uso da terra (pastos, policultivos, capoeiras intermediárias e capoeiras velhas). Apesar de ser o ambiente mais simplificado, as pastagens abrigaram uma elevada riqueza e abundância de crisopídeos em contraste aos demais usos da terra amostrados. Adicionalmente, variáveis ambientais (temperatura, umidade relativa e precipitação pluviométrica) influenciaram a riqueza e abundância de crisopídeos de diferentes maneiras. Conclui-se que a composição faunística e diversidade de crisopídeos variou de acordo com os tipos de uso da terra. As pastagens tiveram maior riqueza e abundância de espécies de crisopídeos. Os padrões de riqueza e abundância das espécies amostradas foram influenciados pela sazonalidade e principalmente pela variável abiótica precipitação pluviométrica. Com o registro e redescrição de L. (N.) vittata, expande-se consideravelmente a área de ocorrência dessa espécie no Brasil. Tendo em vista que todos os aspectos do controle biológico dependem de uma base taxonômica sólida e que a correta identificação viabiliza a comunicação entre pesquisadores bem como o acesso à literatura científica, o presente estudo contribui para o progresso da taxonomia do gênero Leucochrysa, sobretudo para populações oriundas da Amazônia Maranhense.

  • CINTHYA VERAS DE AGUIAR DA SILVA

  • RESPOSTAS MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS de Samanea tubulosa CULTIVADA in vitro EM DIFERENTES NÍVEIS DE IRRADIÂNCIA E ENRIQUECIMENTO DE CO2

  • Data: 15/12/2025
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  • O cultivo in vitro é uma ferramenta essencial para a propagação e conservação de espécies vegetais, que permite o controle das condições ambientais e nutricionais para a melhoria do crescimento e desenvolvimento das plantas. A disponibilidade de carbono é um dos fatores importantes neste sistema, sendo a sacarose a fonte exógena mais comum utilizada para suprir a demanda energética das plantas, atuando também como sinalizador metabólico e influenciada do desenvolvimento morfológico. Por outro lado, o enriquecimento do ambiente de cultivo com dióxido de carbono (CO₂) tem sido explorado como estratégia para promover o crescimento fotossintético e o desenvolvimento das plantas em condições in vitro. No entanto, estudos detalhados sobre os efeitos combinados da concentração de CO₂ e da suplementação com sacarose no crescimento e na eficiência fotossintética dessa espécie in vitro ainda são escassos. Dessa forma, o presente trabalho visa estudar e entender como S. tubulosa se desenvolve em um ambiente controlado com diferentes concentrações de CO2 em combinação com outros fatores abióticos como a irradiância e concentração de sacarose no meio de cultura, analisar os parâmetros morfisiológicos e compreender o desenvolvimento das plântulas em sistemas controlados. Para isso, sementes de S. tubulosa passaram pelo processo de desinfestação, e posteriormente foram cultivadas em frascos com meio MS. Após 30 dias, foram avaliados parâmetros de fluorescência da clorofila, trocas gasosas, pigmentos fotossintéticos, crescimento e anatomia. O primeiro experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial de 3x2, sendo três níveis de irradiância (75, 104 e 130 μmol m-2 s-1) e dois níveis de troca de CO2: 14 µL L-1 s-1 (TRP sem membrana) e 25 µL L-1 s-1 (TRP com duas membranas). O segundo experimento estudou os efeitos da interação entre diferentes concentrações de CO₂ (450±30 e 800±30 µmol mol-1) e duas concentrações de sacarose (0 e 20g). Esse experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial de 2x2. A metodologia seguiu a ordem de desinfestação de sementes, cultivo em frascos com meio MS, sala de crescimento no primeiro experimento e em câmaras climáticas no segundo. Após 30 dias, foram realizadas análises dos parâmetros de crescimento, caracterizações morfofisiológicas e anatômicas para os dois experimentos. Os resultados do primeiro experimento demonstraram que as variáveis de índice de performance fotossintética, taxa de assimilação líquida de CO2, condutância estomática, concentração intercelular de CO2, taxa de transpiração, razão entre concentração intercelular e ambiental de CO2, eficiência de carboxilação, eficiência intrínseca do uso da água, clorofila a, clorofila b, razão clorofila a/b, clorofila total, carotenoides, comprimento da parte aérea, comprimento da raiz,  números de raízes, diâmetro do caule, área foliar, relação altura/diâmetro e massa seca demonstraram alterações significativas em respostas às condições de cultivo testadas. E teve como conclusão que a combinação de irradiância de 104 µmol m⁻² s⁻¹ e maior taxa de troca gasosa (25 µL L⁻¹ s⁻¹) favoreceu o desenvolvimento eficiente das folhas e do caule de S. tubulosa in vitro, e promoveu plântulas com boa capacidade fotossintética e arquitetura compacta. No segundo experimento, o comprimento do hipocótilo, clorofila a e clorofilas totais, demonstraram alterações significativas em respostas às condições de cultivo testadas. Na anatomia, observou-se alterações na cutícula, parênquima paliçádico, desorganização das células parenquimatosas, espessamento do mesófilo, surgimento de espaços intercelulares e menor diferenciação celular. Concluiu-se que a interação entre CO₂ e sacarose modulou crescimento, fotossíntese e anatomia foliar de Samanea tubulosa in vitro, esses resultados evidenciam que a disponibilidade de carbono, interno ou exógeno, influencia diretamente o desempenho morfisiológico e estrutural das plântulas dessa espécie.

  • FRANCISCO JAILSON DE ARAÚJO GOMES
  • CARACTERIZAÇÃO FISIOLÓGICA DE CLONES DE Eucalyptus spp. VISANDO DEFINIR O MOMENTO ÓTIMO DE IRRIGAÇÃO

  • Data: 27/06/2025
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  • O aumento da demanda por produtos oriundos de fontes renováveis tem levado as empresas de base florestal a explorarem novas regiões para a expansão e o estabelecimento de novas indústrias e florestas. Nesse contexto, o manejo florestal enfrenta desafios impostos pelo período de escassez de chuva nessas novas fronteiras, limitando a produtividade e a formação de novos povoamentos florestais. Este estudo caracterizou parâmetros ecofisiológicos de dois clones de Eucalyptus durante a etapa de estabelecimento em campo, no período seco, e determinou o momento adequado para realizar a irrigação. O experimento foi conduzido na Fazenda Boa Fé, pertencente à empresa Suzano S.A., utilizando delineamento em blocos casualizados (DBC) no esquema fatorial 2 x 2 (2 clones e 2 condições de irrigação), totalizando quatro tratamentos e cinco repetições, com 980 unidades experimentais. As plantas foram submetidas a avaliações de potencial hídrico foliar, fluorescência da clorofila a temperatura foliar, e monitoramento da umidade e temperatura do solo. Os dados foram submetidos ao teste de verificação de pressuposição de normalidade (Shapiro – Wilk), em seguida submetidos a análise de variância e ao verificar diferenças significativas, pelo teste F a 5% as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5%. Os resultados indicaram que o clone MA2019 apresentou maior tolerância ao estresse hídrico, com menor redução no potencial hídrico foliar e maior taxa de sobrevivência (92%), enquanto o clone BA1922 foi mais sensível, com taxa de sobrevivência de 67%. A modelagem do potencial hídrico identificou o índice de vigor e os dias sem irrigação como variáveis preditivas robustas, com o Modelo 14 apresentando alto poder explicativo (R²aj = 0,92). Além disso, a árvore de decisão indicou que o índice de vigor ≥ 75 é o principal critério para determinar a necessidade de irrigação, complementado pelo potencial hídrico foliar inferior a -2,3 MPa. Conclui-se que o manejo hídrico pode ser otimizado por meio de critérios práticos e acessíveis, reduzindo custos e melhorando a sobrevivência das mudas em campo. Estudos adicionais são necessários para validar os resultados em diferentes condições edafoclimáticas.

  • HAYLSON RODRIGUES DE ARAUJO
  • IMPACTO DA SALINIDADE SOBRE O CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E METABOLISMO SECUNDÁRIO DE Eryngium foetidum L. CULTIVADO IN VITRO

  • Data: 13/03/2025
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  • O Eryngium foetidum L., pertencente à família Apiaceae-umbelliferae, é uma planta amplamente utilizada na América do Sul por suas propriedades fitoterápicas e valor culinário. Conhecido por diversos nomes regionais, como coentro-maranhense, chicória-do-Pará e coentrão, é cultivado em climas tropicais e subtropicais, especialmente na região amazônica brasileira. Embora seja resistente e adaptável a altas temperaturas e umidade, pouco se sabe sobre sua resposta ao estresse salino, um fator crucial dado os desafios ambientais globais. A planta também desperta interesse na biotecnologia vegetal, especialmente na cultura de tecidos e micropropagação. Estas técnicas permitem a multiplicação rápida de genótipos selecionados, a produção de plantas livres de patógenos e a indução de metabólitos secundários de interesse farmacológico. No entanto, apesar de sua relevância cultural e econômica, ainda há lacunas de pesquisa, como a falta de estudos sobre sua resposta ao estresse salino, um fator ambiental significativo que afeta a produtividade agrícola em várias regiões do mundo. Investigações adicionais são necessárias para entender melhor como o E. foetidum pode adaptar-se ou beneficiar-se dessas condições adversas, potencialmente contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis e diversificadas. Dessa forma, visando entender o efeito da salinidade na morfofisiologia e na produção de metabólitos secundários de E. foetidum, plantas foram cultivadas in vitro sob três diferentes concentrações de NaCl: 0 (controle), 40 e 80 mM. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), com 6 repetições e a unidade experimental sendo duas plantas por frasco. Foram realizadas avaliações morfológicas, de emissão da fluorescência da clorofila a, a determinação de pigmentos fotossintéticos, anatomia e análise química. Os resultados demonstraram que o estresse salino afeta de maneira distinta nas concentrações que simulam condições de salinidade e sugerindo sensibilidade quando expostas ao ambiente salino. Nas variáveis de pigmentos fotossintéticos, a concentração sal causa diminuições na produção de clorofila, o mesmo acontece com os parâmetros de fluorescência da clorofila a. No que diz respeito a anatomia, o estresse salino causa alterações nos diâmetros dos vasos condutores, xilema e floema, além de indicar uma possível lignificação das paredes celulares. Já a análise química, demonstra alteração nos componentes químicos, demonstrando a presença de diferentes picos, principalmente nas plantas sob estresse alto. Concluindo que o estresse salino, causa alterações significativas nos níveis morfofisiológicos, anatômicos e químicos de E. foetidum cultivadas in vitro, permitindo sua sobrevivência ao ambiente estressante a qual foi submetida.

  • INAIARA COSTA DE BRITO
  • CONTEÚDO DE MOLIBDÊNIO NAS SEMENTES DE FEIJÃO-CAUPI CULTIVADAS POR AGRICULTORES DO NORTE MARANHENSE

    Conteúdo de Molibdênio nas sementes de feijão-caupi cultivadas por agricultores do Norte maranhense

     

  • Data: 15/08/2025
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  • O molibdênio (Mo) é um micronutriente exigido em pequenas quantidades pelas plantas, mas que desempenha papel indispensável na fixação biológica do nitrogênio (FBN). Na cultura do feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), o Mo é considerado um elemento importante por ser componente das enzimas que fazem parte da FBN. A quantidade do Mo na semente do feijão-caupi pode ser fonte para as bactérias responsáveis pela fixação e redução do nitrato a amônio (NH3). Não há informações sobre o conteúdo de Mo na semente de feijão-caupi usada pelos agricultores do Norte maranhense. Logo, o conteúdo de Mo na semente de feijão-caupi, coletadas no Norte do Maranhão, pode ser um indicativo/diagnóstico de deficiência desse micronutriente no solo. Objetivou-se com este trabalho avaliar o conteúdo de Mo nas sementes de feijão-caupi obtidas de agricultores do Norte do Maranhão. Amostras de sementes de feijão-caupi (~250 g) foram coletadas em 6 municípios do Norte do Maranhão, Brasil: (Pedro do Rosário, Arari, Miranda, Itapecuru, Magalhães de Almeida e Matões do Norte). Posteriormente, nessas sementes, foi quantificado o teor de Mo. O conteúdo de Mo na semente foi obtido pela multiplicação do teor pela massa de uma semente seca. E, em cada local/propriedade foi coletada uma amostra de solo na área onde foi plantado o feijão-caupi para avaliar a fertilidade desses solos.

     

  • IRISLENE CUTRIM ALBUQUERQUE
  • EFEITO DO ÁCIDO SALICÍLICO NA MODULAÇÃO DAS RESPOSTAS ECOFISIOLÓGICAS SOB ESTRESSE SALINO E COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Dizygostemon riparius

  • Data: 24/02/2025
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  • Dizygostemon riparius é uma planta aromática, endêmica do Cerrado maranhense, que possui compostos bioativos de grande interesse para a indústria. Ainda não existem estudos sobre seu comportamento sob estresse salino, que é um grande desafio para a agricultura, pois prejudica o crescimento e produtividade das plantas. Para tentar mitigar os efeitos desse estresse nas plantas, biorreguladores como o ácido salicílico (AS), desempenham um papel crucial na regulação do metabolismo, podendo aumentar a produtividade das plantas, mitigar os estresses, melhorar a composição química, modular a produção de óleo essenciais (OE) e melhorar a atividade biológica. Os OE de D. riparius pode oferecer um método de controle alternativo e sustentável a parasitos altamente resistente ao controle convencional com anti-helmínticos, como o Haemonchus contortus, que causa grandes perdas econômicas na ovinocaprinocultura, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Assim, os objetivos deste trabalho foram: (I) avaliar o efeito do AS (0 e 100 μM), aplicadas via pulverização foliar em D. riparius sob três níveis de salinidade (0, 200 e 400 mM de NaCl) e seu impacto em características relacionadas a ecofisiologia e crescimento; (II) Caracterizar a composição química do óleo essencial de D. riparius provenientes de plantas pulverizadas com AS (0 e 100 μM); e (III) Avaliar a bioatividade do óleo essencial de D. riparius contra H. contortus. O primeiro experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado conduzido em um esquema fatorial 2 × 3 (concentrações de SA: 0 e 100 μM × concentrações de salinidade: 0, 200 e 400 mM de NaCl) com cinco repetições. Para a composição química do OEs, as plantas utilizadas no experimento receberam aplicação foliar de AS (100 µM) e água destilada durante seu cultivo em casa de vegetação, após a coleta e secagem das folhas em estufa, os óleos essenciais de Dizygostemon riparius foram extraídos (em triplicata) pelo método de hidrodestilação, testado em atividade anti-helmintica contra H. contortus através do teste de eclodibilidade de ovos e encaminhado para análise de composição química. Os resultados demonstraram que a aplicação de AS a 100 μM mitiga alguns dos impactos prejudiciais da salinidade em D. riparius, particularmente sob salinidade moderada (200 mM NaCl). Além disso, o óleo essencial de plantas tratadas com AS apresentou alteração na composição química, mas não modificou os principais constituintes. O OE também demonstrou maior atividade antiparasitária em H. contortus. Assim, a aplicação de AS em D. riparius pode ser uma estratégia promissora para a mitigação dos efeitos do estresse salino na produtividade de compostos bioativos, contribuindo para aumentar o efeito da atividade antiparasitária contra H. contortus.

  • JÉSSICA DE FREITAS NUNES PIRES
  • INFLUÊNCIA DA ADIÇÃO DE DIFERENTES  BIOMASSA E DE CÁTION POLIVALENTE NA ESTABILIZAÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO NO TRÓPICO ÙMIDO 

  • Data: 29/08/2025
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  • A agricultura adaptada às mudanças climáticas tem como objetivo, entre outras coisas, proteger e aumentar
    os estoques de carbono orgânico no solo (COS). No entanto, a maior parte dos solos do Maranhão, cerca de
    60% do estado, apresenta baixa fertilidade natural, o que dificulta a manutenção e o incremento desses
    estoques. Além disso, a dinâmica e as respostas aos processos de manejo da cobertura morta, que
    influenciam diretamente a sustentabilidade dos agroecossistemas tropicais, ainda são pouco compreendidas.
    Diante disso, dois estudos foram conduzidos para avaliar os efeitos de diferentes tipos de biomassa vegetal,
    em combinação com cálcio (Ca), na fertilidade do solo, no acúmulo de carbono e na eficiência do uso do
    carbono microbiano (CUE) em condições tropicais úmidas. O primeiro estudo, realizado no município de Santa
    Rita-MA, teve como objetivo avaliar e distinguir os efeitos de diferentes qualidades de biomassa morta na
    fertilidade de um solo tropical enriquecido com cálcio. O experimento foi conduzido em blocos casualizados,
    com sete tratamentos: (1) Tithonia diversifolia + Ca (TC); (2) Feijão Guandu + Ca (FGC); (3) Estilosantes + Ca
    (EC); (4) Crotalária + Ca (CC); (5) Capoeira (C); (6) Braquiária + Ca (BC); e (7) solo sem cobertura + Ca (SC).
    Os resultados demonstraram que os tratamentos com Tithonia diversifolia e Braquiária brizantha promoveram
    maior acúmulo de carbono no solo, reduziram a resistência à penetração e aumentaram a umidade do solo.
    Essas melhorias na qualidade do solo refletiram diretamente no aumento da produtividade do milho. Além
    disso, os tratamentos com Tithonia, Braquiária, Crotalária e Feijão Guandu se destacaram em relação ao
    controle, capoeira e Estilosantes, tanto no acúmulo de carbono quanto na absorção de nitrogênio e na
    produtividade agrícola. O segundo estudo investigou os impactos de diferentes coberturas vegetais
    forrageiras, combinadas com cálcio, na eficiência do uso do carbono microbiano (CUE) após seis anos de
    manejo em um solo tropical no Maranhão. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso, com seis
    tratamentos: cinco espécies forrageiras (Tithonia diversifolia, Cajanus cajan, Stylosantes capitata, Crotalaria
    juncea e Urochloa brizantha) mais Ca, além de um tratamento apenas com Ca. A CUE foi medida por meio
    da adição de ¹⁴C-glicose, avaliando a incorporação do carbono na biomassa microbiana e sua liberação como
    CO₂. Os resultados mostraram que o tratamento com Tithonia diversifolia + Ca apresentou o maior pH (5,58),
    a maior retenção de Ca²⁺ (15,7 mg g⁻¹) e a maior CUE (0,58), superando significativamente os demais
    tratamentos (CUE entre 0,24 e 0,37). A aplicação isolada de Ca aumentou a respiração microbiana, reduzindo
    a eficiência no uso do carbono, enquanto a Tithonia diversifolia promoveu uma mineralização mais lenta,
    indicando maior retenção microbiana do carbono. A composição química favorável da Tithonia (baixa lignina
    e relação C/N moderada), aliada ao fornecimento de Ca, favoreceu a imobilização de carbono e a formação
    de matéria orgânica estável. Em conclusão, os estudos destacam a importância da seleção adequada de
    coberturas vegetais e da aplicação estratégica de cálcio para melhorar a fertilidade do solo, aumentar o
    sequestro de carbono e otimizar a eficiência microbiana em solos tropicais. A Tithonia diversifolia emergiu
    como a espécie mais promissora, tanto para o acúmulo de carbono quanto para a eficiência microbiana,
    quando combinada com cálcio. Por outro lado, a aplicação isolada de cálcio mostrou-se insuficiente,
    reforçando a necessidade de integração entre manejo adequado da biomassa e um cátion polivalente. Esses
    resultados fornecem subsídios importantes para estratégias de agricultura sustentável em regiões tropicais,
    contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e a segurança alimentar.

  • LARISSA FERREIRA GOMES CHAVES
  • DIAGNÓSTICO DO PERFIL TECNOLÓGICO DO ABACAXI ‘TURIAÇU’ E PERSPECTIVAS DA CERTIFICAÇÃO TERRITORIAL SOB INDICAÇÃO GEOGRÁFICA

  • Data: 06/03/2025
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  • A variedade de abacaxi ‘Turiaçu’ tem papel de destaque no mercado consumidor maranhense, ocorre no município de Turiaçu, e reconhecida por sua excelente qualidade físico-biométrica e sensorial. Essa qualidade resulta da interação entre fatores genéticos, condições edafoclimáticas locais e práticas culturais tradicionais. Este estudo teve como objetivo avaliar e caracterizar o processo produtivo e o perfil tecnológico dos produtores de abacaxi do município, além de reunir informações que subsidiem a certificação por Indicação Geográfica (IG), na categoria Denominação de Origem (DO), com ênfase na elaboração do caderno de especificações técnicas. Foram realizadas a caracterização do município e das comunidades produtoras, o levantamento histórico, cultural e socioeconômico da abacaxicultura local, a caracterização do perfil dos produtores e do nível tecnológico empregado no cultivo em uma amostra de 30% dos produtores, e a avaliação da incidência de lesões corticosas nos frutos em áreas produtoras. Identificaram-se 22 comunidades rurais, totalizando 231 produtores atuantes na produção de abacaxi ‘Turiaçu’. As comunidades Serra dos Paz, Paxiba, Janaúba e Vila dos Castro concentram o maior número de produtores (55,0%). O perfil dos produtores mostrou predominância de agricultores familiares, com baixa escolaridade e idade média entre 41 e 50 anos. As propriedades, em sua maioria, possuem menos de 50 hectares, com cultivos de abacaxi em áreas pequenas. A produção é majoritariamente tradicional, com baixa adoção de tecnologias e práticas como o sistema de roça-no-toco. A avaliação da incidência das lesões corticosas revelou que 66,8% dos frutos apresentavam lesões corticosas, com média de 3,8 lesões por fruto. Propriedades sem assistência técnica e extensão rural (ATER) apresentaram maior incidência e gravidade dessas lesões. Dessa forma, destaca-se a importância da assistência técnica para melhorar a qualidade dos frutos e reduzir perdas. O Caderno de Especificações Técnicas visa orientar os produtores sobre os parâmetros da produção, colheita, comercialização, representatividade do produto e o uso da marca. A certificação da IG por Denominação de Origem agregará valor ao abacaxi ‘Turiaçu’, fortalecendo a sua identidade territorial e promovendo o desenvolvimento sustentável da região.

  • NAHOR DANIEL RIBEIRO DINIZ
  • ASPECTOS FISIOLÓGICOS DE Cedrela fissilis Vellozo GERMINADA in vitro SOB CONDIÇÕES DE VENTILAÇÃO NATURAL

  • Data: 10/10/2025
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  • O desmatamento e o aumento do CO2 atmosférico ameaçam espécies arbóreas valiosas como Cedrela fissilis, pelo que, dessa forma, o cultivo in vitro, associado com ventilação natural em sistemas fotoautotróficos e fotomixotróficos, é uma alternativa para a sua conservação. Nesse contexto, torna-se relevante investigar como diferentes estratégias de cultivo in vitro podem impactar o desempenho dessa espécie sob condições controladas. A hipótese deste estudo é que o cultivo in vitro fotoautotrófico e fotomixotrófico, com membranas porosas, influenciará positivamente a germinação, crescimento, desenvolvimento e respostas fisiológicas de C. fissilis. Assim, este trabalho teve como objetivo investigar o efeito da ventilação natural e da concentração de sacarose e CO2 sobre as respostas morfofisiológicas de plantas de C. fissilis germinadas in vitro. Para isso, sementes de C. fissilis foram desinfestadas e inoculadas in vitro testando diferentes condições de crescimento, divididas em dois experimentos: E-I) realizado em esquema fatorial 2x2x2, sendo usados sacarose (0 ou 20 g L-1), ágar (0 ou 6.5 g L1) e membranas porosas (Sem e Com), foram realizadas análises de germinação ( % de germinação, % de plântulas formadas, tempo médio de germinação (TMG) e tempo médio da formação de plântula (TMFP), análises de crescimento (comprimento do hipocótilo, da parte aérea e da raiz primária, o número de folhas, nós e raízes), análises fisiológicas (florescência da clorofila a e teores de pigmentos fotossintéticos) e análises anatômicas (micromorfometria); E-II) esquema fatorial 2 x 2, com membranas porosas (2 ou 4), concentração de CO2 – [CO2] (420 ou 800 µL L-1), foram realizados as mesmas analises de crescimento e fisiológicas feitas no E-1, além dessas foram adicionadas análises fisiológicas (conteúdo relativo de água). No E-I evidenciou-se que a presença da membrana porosa estimulou o desenvolvimento das plântulas em ambos os meios, com destaque para o meio semissólido (com ágar?), que proporcionou melhor crescimento e coloração verde intensa das folhas, mesmo sem adição de sacarose. A suplementação com sacarose (20 g L-1) melhorou o desenvolvimento, especialmente quando combinada com as membranas, resultando em maior massa fresca e seca da parte aérea e raízes, aumento no comprimento do hipocótilo e parte aérea, maior número de nós e raízes, e incremento da área foliar. Adicionalmente, a membrana aumentou significativamente as concentrações de clorofila b e carotenoides. No E-II, o aumento da [CO₂] para 800 µL L-1 e a maior permeabilidade das membranas (4 membranas) promoveram crescimento superior da parte aérea, com maior biomassa seca e área foliar, além de aumento no número de raízes laterais. O comprimento da maior raiz e o diâmetro do caule não foram afetados, enquanto o diâmetro radicular variou conforme a interação entre CO₂ e permeabilidade. Os parâmetros fotoquímicos permaneceram estáveis (Fv/Fm, Fv/F0, RC/ABS e PI), indicando manutenção da funcionalidade do fotossistema II. O teor de clorofila a e total aumentou com aumento da [CO₂] e permeabilidade, enquanto a clorofila b foi estável. Os carotenoides apresentaram resposta variável, com redução em alta permeabilidade e CO₂ elevado. A combinação do uso de membranas porosas, meio semissólido com sacarose e o aumento da [CO₂] para 800 µL L-1, junto com maior permeabilidade das membranas, promoveu crescimento superior, maior biomassa e melhor desenvolvimento fisiológico em C. fissilis no cultivo in vitro, sem afetar a função fotoquímica. Essas estratégias otimizam o ambiente de cultivo, favorecendo a micropropagação e aclimatização da espécie.

  • NICOLAS TAVARES DO NASCIMENTO
  • DISTRIBUIÇÃO DA ASSEMBLEIA DE ODONATA (INSECTA) EM RIACHOS COM DIFERENTES NÍVEIS DE CONSERVAÇÃO EM UMA REGIÃO DE ECÓTONE AMAZÔNIA-CERRADO.

  • Data: 30/06/2025
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  • A crescente pressão antrópica sobre ecossistemas neotropicais, especialmente em áreas de transição como o ecótone Amazônia-Cerrado, exige ferramentas eficazes de biomonitoramento para avaliar a integridade ambiental. Neste contexto, a presente dissertação investigou a resposta de comunidades de Odonata, insetos aquáticos bioindicadores, a gradientes ambientais em riachos do sudoeste maranhense. O Capítulo 1 caracterizou os padrões de integridade do habitat e avaliou a composição de Odonata, demonstrando que a dispersão da composição de espécies foi significativamente maior em riachos alterados, e que a riqueza e abundância de Zygoptera correlacionaram-se positivamente com o Índice de Integridade do Habitat (IIH). O Capítulo 2 aprofundou essas relações, utilizando Modelos Lineares Generalizados (GLMs) para analisar a influência de múltiplos fatores ambientais sobre a riqueza e abundância das subordens, e a Análise de Taxa Indicadoras por Limiar (TITAN) para identificar espécies associadas a gradientes de cobertura do dossel. Os resultados revelaram respostas diferenciadas: A subordem Zygoptera foi significativamente influenciada por variáveis ligadas à qualidade e estrutura do habitat, enquanto Anisoptera demonstrou maior plasticidade. O TITAN confirmou essa distinção ecológica, identificando espécies indicadoras que refletem as condições de sombreamento. Os achados fornecem subsídios valiosos para o uso de Odonata no biomonitoramento de riachos em regiões ecotonais sob intensas transformações, reforçando a urgência da conservação de matas ciliares.

  • RAILDA SILVA GOMES
  • EFEITOS DA SAZONALIDADE SOBRE A DIVERSIDADE E QUALIDADE DOS RECURSOS TRÓFICOS UTILIZADOS POR Dinoponera gigantea (PERTY, 1833) (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS DE CERRADO DO NORDESTE DO ESTADO DO MARANHÃO

  • Data: 13/02/2025
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  • O sucesso evolutivo dos formicídeos, sobretudo da espécie Dinoponera gigantea, está diretamente relacionado à sua plasticidade alimentar e capacidade adaptativa às mudanças ambientais. Assim, compreender aspectos relacionados a adaptação desse grupo torna-se relevante, pois contribuirá com dados sobre biologia alimentar dessa espécie, contribuindo com informações necessárias para sua conservação dessa espécie de formiga e suas áreas de uso. Esse estudo buscou avaliar efeitos da sazonalidade sobre a diversidade e qualidade dos recursos tróficos utilizados por Dinoponera gigantea (Perty, 1833) (Hymenoptera: Formicidae) em diferentes fitofisionomias de cerrado do nordeste do Estado do Maranhão. Foram selecionados cinco ninhos em cada fragmento amostrado para cada estação climáticas (seca e chuvosa), com coletas realizadas em novembro e março, respectivamente. Os recursos tróficos foram coletados com técnicas de escavação e desestruturação dos ninhos, sendo armazenados e identificados conforme sua natureza (vegetal ou animal). Os itens vegetais foram mantidos em potes plásticos etiquetados, enquanto os de origem animal foram refrigerados em coolers. Os indivíduos de D. gigantea de cada ninho também foram coletados e armazenados em álcool 70% e levados ao Laboratório Artrópodes do Solo da Universidade Federal do Maranhão, onde os recursos tróficos foram triados, identificados com o auxílio de chaves dicotômicas e websites especializados, e submetidos a análises bromatológicas para estimar matéria seca, proteína bruta e teor de matéria mineral. Os dados foram analisados estatisticamente com testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e homogeneidade de variâncias (Levene). Variáveis que atenderam aos pressupostos de normalidade foram submetidas à análise de variância (ANOVA) e comparadas pelo teste LSD. Para dados que não atenderam aos pressupostos de normalidade, aplicaram-se testes não paramétricos, como Kruskal-Wallis e Wilcoxon (Mann-Whitney). Durante o período chuvoso, foram identificados 978 recursos tróficos de origem animal, incluindo Coleoptera, Gastropoda e Orthoptera, e 143 recursos tróficos de origem vegetal, com destaque para ordens como Fabales e Gentianales. No período seco, foram coletados 955 recursos tróficos de origem animal, como Coleoptera, Blattaria e Hemiptera, e 84 recursos tróficos de origem vegetal, destacando-se Fabales, Arecales e Malpighiales. Os recursos tróficos apresentaram maior qualidade nutricional no período chuvoso, com elevados teores de matéria seca, matéria mineral e proteína bruta, especialmente em áreas de mata mesófila, mata mesófila com cocais e Cerrado denso. No período seco, houve redução na qualidade nutricional, exceto para os teores de matéria seca em recursos tróficos de origem animal nas áreas de Cerrado denso e mata mesófila com cocais. Este estudo apresenta dados inéditos sobre a dieta de D. gigantea, evidenciando as alterações que as variações sazonais e diferentes áreas do bioma Cerrado possuem sobre o forrageamento desse grupo. Assim, a descrição quali-quantitativa dos recursos tróficos e da dinâmica de consumo pela espécie denota a sua importância ecológica e fomenta a importância de sua conservação para o equilíbrio ambiental de biomas como o Cerrado.

  • SOLANEIDE VIEIRA REZENDE
  • AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE NA PRODUÇÃO DO BABAÇU E SUA CONTRIBUIÇÃO COM A PROMOÇÃO DA BIOECONOMIA NO ESTADO DO MARANHÃO 

  • Data: 30/06/2025
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  • A presente dissertação tem como objetivo avaliar o impacto da produção do babaçu desenvolvida por agricultores familiares no município de Bom Lugar, região do Médio Mearim (MA), sobre a sustentabilidade local, utilizando como base o método ISA (Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas). A pesquisa foi conduzida por meio de abordagem quali-quantitativa, com aplicação de questionários semiestruturados em campo, análise estatística dos indicadores e cruzamento com dados secundários. O estudo foi estruturado a partir de três dimensões da sustentabilidade: social, econômica e ambiental. Os resultados revelam que a sustentabilidade geral do sistema produtivo de babaçu obteve índice médio de 0,813, com destaque positivo para a dimensão ambiental (0,879), seguida da dimensão social (0,852), enquanto a dimensão econômica apresentou menor desempenho (0,708). As principais fragilidades foram identificadas na baixa diversificação da renda, pouca agregação de valor aos produtos extraídos e insuficiente apoio por políticas públicas. Em contrapartida, os aspectos culturais e a preservação ecológica demonstraram-se fortalecidos, especialmente por meio da atuação das quebradeiras de coco. A análise dos dados permitiu atingir todos os objetivos propostos, além de oferecer subsídios práticos para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da bioeconomia regional. O estudo reforça o papel estratégico do babaçu como vetor de desenvolvimento sustentável no Maranhão, desde que haja investimento em capacitação, inovação tecnológica e valorização do conhecimento tradicional. Por fim, recomenda-se a replicação da metodologia em outros territórios agroextrativistas, a fim de expandir a avaliação integrada da sustentabilidade no campo. 

  • STEPHANIE JAEL NEGRÃO DE FREITAS RUIZ
  • VULNERABILIDADE À EROSÃO NA ILHA DE SÃO LUÍS-MA: INFLUÊNCIA DO CLIMA E DAS MUDANÇAS DE USO E COBERTURA DO SOLO.

  • Data: 28/08/2025
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  • As zonas costeiras, por sua própria natureza, são áreas expostas e, frequentemente, alvos de processos de urbanização desordenada. Em especial, nas capitais, como é o caso da Ilha de São Luís, esses territórios enfrentam impactos significativos decorrentes de processos erosivos, nos quais as mudanças de uso da terra promovem a degradação de florestas, alteram os padrões de escoamento superficial e desencadeiam uma reação em cadeia que intensifica os processos erosivos. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa foi analisar a relação entre o contínuo processo de antropização e a ocorrência de cenários favoráveis à erosão na Ilha de São Luís, investigando como essa dinâmica contribui para a amplificação da vulnerabilidade social, ambiental e climática na região. As hipóteses centrais do estudo consideraram que, ao cruzar variáveis como características dos solos, uso e cobertura da terra, precipitação, geomorfologia e geologia, seria possível identificar a suscetibilidade ambiental aos processos erosivos e sua contribuição para a formação de áreas espacialmente propensas à erosão. Além disso, foi levantado que as modificações na vegetação impactam diretamente o microclima da Ilha de São Luís, de forma que a antropização interfere nas variáveis meteorológicas e contribui para o aumento da frequência de eventos ambientais adversos. Para a comprovação dessas hipóteses, foram empregadas duas abordagens metodológicas. A primeira metodologia, adaptada de Crepani et al. (2001), identificou recortes espaciais dentro da Ilha suscetíveis à erosão, considerando as particularidades das quatro estações meteorológicas da Amazônia Oriental. Essa análise resultou na elaboração de quatro mapas gerados por meio de técnicas de geoprocessamento de imagens. A segunda etapa, adaptada de Moraes et al. (2022), realizou uma análise do crescimento urbano, da perda de áreas naturais e das variações de temperatura e precipitação ao longo de uma série histórica climática de 30 anos. Os resultados obtidos confirmaram as hipóteses inicialmente formuladas. Observou-se que a Ilha de São Luís apresenta elevada vulnerabilidade aos processos erosivos durante grande parte do ano. No âmbito da análise de antropização, os dados demonstraram que as mudanças no uso da terra na Ilha afetam significativamente o microclima local, evidenciado pela variabilidade da precipitação e pelas alterações nas temperaturas do ar (máxima, mínima e média). Com base nos resultados desta pesquisa, torna-se evidente a necessidade de fortalecer o ordenamento territorial da região, com ênfase em instrumentos como o Plano Diretor, além de promover a criação e a manutenção de unidades de conservação, especialmente nos municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, onde há maior carência de regulamentação. Adicionalmente, é essencial preservar e fortalecer as áreas protegidas já existentes, que também estão ameaçadas pelo desmatamento. A promoção de uma urbanização mais sustentável, integrada à conservação dos remanescentes florestais, é fundamental para garantir o equilíbrio ambiental da Ilha do Maranhão e melhorar a qualidade de vida da população, especialmente das comunidades que dependem da agricultura e da pesca para sua subsistência. Por fim, destaca-se a relevância do conhecimento tradicional das comunidades pesqueiras para a conservação dos recursos naturais. Para estudos futuros, sugere-se a realização de análises específicas sobre o limiar de eventos intensos e extremos na Ilha, como forma de prevenir possíveis impactos adversos associados à erosão.

  • TAMIRES DE MOURA LIMA
  • DÉFICT HÍDRICO IN VITRO E A INFLUÊNCIA NA MORFOFISIOLOGIA, PERFIL QUÍMICO E ATIVIVIDADE MOLUSCICIDA CONTRA Melanoides tuberculata DE Dizygostemon riparius

  • Data: 03/10/2025
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  • A espécie Dizygostemon riparius de nome popular melosa, é uma planta recém-descoberta, com destaque para seu alto potencial farmacológico pelos compostos produzidos no seu metabolismo secundário. Apesar de sua importância etnofarmacológica e do crescente interesse na sua composição química, ainda não há estudos sobre o comportamento da espécie em condições de déficit hídrico e tão pouco se conhece seu potencial moluscicida contra caramujos vetores de doenças. Assim, o presente trabalho teve como objetivos (I) verificar parâmetros morfofisiológicos, anatômicos e químicos de D. riparius cultivadas in vitro sob estresse hídrico e (III) verificar a composição química do óleo e investigar a sua atividade biológica contra Melanoides tuberculata e sua toxicidade em Artemia salina e Tenebrio molitor.No capítulo I, segmentos nodais de D.riparius foram cultivados em meio MS com diferentes concentrações de polietilenoglicol (0%; 0,5%; 1% e 2%) para simular condições de déficit hídrico. Foram analisados parâmetros de crescimento (altura, número de folhas, biomassa), fisiológicos (fotossíntese, fluorescência da clorofila e trocas gasosas), anatômicos e a composição química do extrato vegetal. No capítulo II, as plantas foram cultivadas em casa de vegetação, e o óleo das partes aéreas foi extraído por hidrodestilação, sua composição química analisada por ressonância magnética nuclear e testado quanto à sua bioatividade em Melanoides e sua toxicidade em organismos não-alvo. Os resultados demonstraram que D. riparius apresenta o fenótipo sensível ao estresse hídrico, com impactos significativos na sua morfofisiologia, anatomia e composição química. D. riparius alterou seu metabolismo primário em condições de déficit hídrico, mas também demonstrou adaptações que permitiram sua sobrevivência em um ambiente limitante. O metabolismo secundário das plantas também foi alterado, com espectros que apresentaram diferenças entre os picos, evidenciando variações químicas dos extratos. O óleo essencial de D. riparius induziu uma mortalidade significativa (CL50 = 7,8µg/mL) contra Melanoides em um período inferior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde; entretanto, apresentou toxicidade variável contra organismos não-alvo, sendo tóxico para A. salina e atóxico para T. molitor. A análise química do óleo por CG-EM e RMN confirmou a presença de compostos majoritários acetato de endo-fenchila e endo-fenhol.

  • THAYANNA VIEIRA COSTA
  • ASPECTOS MORFOANATÔMICOS DE PLÂNTULAS DE IPÊ ROXO (Handroanthus impetiginosus): TROCAS GASOSAS E ENRIQUECIMENTO DE CO2 NO CULTIVO IN VITRO

  • Data: 30/09/2025
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  • Handroanthus impetiginosus, popularmente conhecido como ipê roxo, é uma espécie lenhosa com elevado potencial farmacológico, madeireiro e ornamental; contudo, apresenta limitações quanto a sua propagação. As técnicas de cultivo in vitro como a germinação, multiplicação, enraizamento e o uso de CO2 podem ser excelentes alternativas para a propagação dessa espécie. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo realizar o estabelecimento e multiplicação in vitro da espécie, bem como analisar o impacto da sacarose e do enriquecimento de CO2 no desenvolvimento e anatomia do ipê roxo. No capítulo II foi realizado a germinação de sementes, multiplicação (a partir de segmentos de caule) e enraizamento (a partir de brotos) in vitro do ipê roxo. As sementes foram previamente desinfestadas e inoculadas em meio de cultura ½ MS sem reguladores de crescimento. Para a multiplicação dos segmentos de caule, utilizou-se meio WPM com citocininas m-TP e BAP (0, 2,5, 5 μM) e para o enraizamento utilizou-se meio WPM com auxinas ANA e AIB (0, 3 e 6 μΜ). Após 45 dias de cultivo observou-se que a m-TP 5 μM se sobressaiu como citocinina principal para a multiplicação do ipê roxo e o AIB em concentrações moderadas como indutor radicular em protocolos de micropropagação do ipê roxo. No capítulo III, os segmentos de caule provindos da multiplicação, inoculados em meio WPM, suplementados com sacarose (0, 10, 20 g L -1 ) e mTP 5 μM, foram acondicionados em duas câmaras climáticas com concentração ambiente de CO2 (420 ± 30 µmol mol-1 ) e com concentração elevada de CO2 (800 ± 30 µmol mol-1 ). Após 35 dias de cultivo observou-se que 10 g L -1 de sacarose + 800 µmol mol-1 de CO2 maximiza o crescimento e a eficiência fotossintética durante o cultivo in vitro de ipê roxo, especialmente em fases de transição para a autotrofia, e 20 g L -1 de sacarose + 800 µmol mol-1 de CO2 influenciou na anatomia da espécie. Este estudo apresentou resultados interessantes que possibilitam o estabelecimento de protocolo, de multiplicação e enraizamento do ipê roxo, os quais podem servir como subsídios para propagação em escala de plantas. Os resultados encontrados apontam ainda a possibilidade de que H. impetiginosus apresente certa plasticidade fisiológica e anatômica diante de ambientes com alta concentração de CO2, como os previstos em cenários de mudanças climáticas, sugerindo um potencial adaptativo da espécie.

  • VANESSA SILVA MELO
  • ADIÇÃO DE BIOMASSA DE LEGUMINOSA E CÁTIONS POLIVALENTES NO AUMENTO DAS FRAÇÕES ESTÁVEIS DA MATÉRIA ORGÂNICA DOS SOLOS DA AMAZÔNIA PERIFÉRICA

  • Data: 17/06/2025
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  • O trópico úmido do Brasil apresenta desafios significativos para a agricultura, incluindo condições climáticas desfavoráveis, como altas temperaturas e elevadas taxas de evapotranspiração, além de solos com baixa fertilidade natural e reduzida resiliência. Diante desse cenário, é essencial aumentar e estabilizar os teores de matéria orgânica do solo (MOS) para garantir a produtividade agrícola e promover o sequestro de carbono. Nesse sentido, foi conduzido um experimento no município de Santa Rita – MA, entre 2021 e 2024, no qual se avaliou a aplicação de cátions polivalentes (Ca, Mg, Si e Fe), com distintos potenciais iônicos e números de sítios de coordenação, em associação à biomassa de leguminosas. No capítulo 2, nosso objetivo foi avaliar a influência da interação entre os cátions polivalentes e a biomassa leguminosa sobre a fração estável do carbono orgânico do solo (COS), denominada carbono orgânico associado aos minerais (COAM). Os resultados sugerem que Ca+L e Fe+L aumentaram, a curto prazo, os teores de COAM. Além disso, os dados indicam que Si+L e Fe+L também favoreceram a absorção de nitrogênio. No capítulo 3, o objetivo foi determinar qual cátion contribui mais para a eficiência de utilização do carbono microbiano (CUE) e sua capacidade de imobilizar carbono no curto prazo. Nossos resultados sugerem que o Mg+L foi o mais eficaz na imobilização de carbono no solo, apresentando a maior CUE entre os tratamentos avaliados. Concluímos que a utilização de biomassa de leguminosa associada a cátions polivalentes tem potencial para aumentar o COAM e, consequentemente potencializar a eficiência do uso do carbono, ou seja, favorece o sequestro de carbono, intensifica a produção agrícola, minimiza a degradação dos solos e promove a sustentabilidade da agricultura no trópico úmido.

2024
Descrição
  • IZADORA SANTOS DE CARVALHO
  • AS RELAÇÕES VEGETAÇÃO-FOGO-CLIMA NOS ECOSSISTEMAS SAVÂNICOS DO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DAS MESAS

  • Data: 23/08/2024
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  • As savanas ocupam cerca de 20% do território global e evoluíram com a presença constante do fogo durante milhares de anos. O fogo desempenha um papel crucial na manutenção de processos ecológicos na biodiversidade desses ecossistemas. Este estudo tem por objetivo a análise dos ecossistemas savânicos e a interação dinâmica entre o fogo e a biodiversidade presente. Exploramos a dinâmica do fogo em savanas, ao abordar a heterogeneidade vegetal, frequência e histórico de fogo, e as respostas da vegetação à presença do fogo nas fisionomias de savana, cerrado aberto e cerrado denso. A pesquisa se estende ao uso do sensoriamento remoto para monitorar o fogo e a vegetação, além do uso de dados coletados por expedições em campo na área de estudo. Portanto, nosso objetivo é compreender como o regime de fogo afeta a distribuição da vegetação, a diversidade de espécies arbóreas e as condições da biomassa combustível, com enfoque no Cerrado brasileiro. O trabalho contém a seguinte estrutura: (I) Introdução, revisão bibliográfica; (II) procedimentos metodológicos; (III) artigo 1; (IV) artigo 2; e (V) artigo 3. Nossa pesquisa tem por objetivo fornecer subsídios para a conservação e manejo de ecossistemas savânicos, como o Parque Nacional da Chapada das Mesas – PNCM, um ecótono de transição entre os biomas Amazônia-Cerrado, que abriga espécies endêmicas, sítios arqueológicos, nascentes de água e um rico patrimônio cultural e histórico.

  • MARTA EDNA DE OLIVEIRA SILVA
  • APROVEITAMENTO DE NUTRIENTES NA CULTURA DO MILHO EM FUNÇÃO DE DIFERENTES QUALIDADES DE BIOMASSA APLICADAS EM UM ARGISSOLO DO TRÓPICO ÚMIDO

  • Orientador : HEDER BRAUN
  • Data: 31/10/2024
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  • O trópico úmido é caracterizado pela ocorrência de solos altamente intemperizados devido às condições climáticas. Isso compromete a sua aptidão agrícola e leva os agricultores familiares a utilizarem sistemas de plantio insustentáveis, como a agricultura itinerante associada ao corte e queima. O impacto ambiental dessas práticas vai desde a perda da biodiversidade até as mudanças climáticas derivadas do efeito estufa. Nesse sentido, o objetivo deste projeto foi avaliar o desempenho da cultura do milho em função da aplicação de diferentes qualidades de biomassa aplicadas em um argissolo do trópico úmido. O experimento foi implantado em um sistema de aléia formado pelos seguintes tratamentos: Leucena + Acácia (LA); Leucena + Sombreiro (LS); Gliricídia + Leucena (LG); Acácia + Gliricídia (GA); Sombreiro + Gliricídia (GS) controle (C), sem aléias. A partir do desenvolvimento da cultura do milho foram avaliados mudanças em propriedades físicas do solo, o acúmulo de carbono orgânico do solo (COS), a eficiência do uso do nitrogênio e os componentes de produção. Os resultados evidenciaram a superioridade do tratamento LG no aumento do volume total das raízes (VTR) bem como no aumento da absorção de nitrogênio em comparação com os demais tratamentos. Além disso, o estudo sugeriu que a menor aplicação de biomassas comparada a anos anteriores e os fatores climáticos do ano do estudo foi o fator responsável pela semelhança entre os demais tratamentos e o controle em relação aos demais parâmetros analisados.

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